Martelo batido: coronel Pontes é o novo comandante da PMDF

O militar era subsecretário de Operações Integradas da Segurança Pública e tem bom relacionamento com o titular da pasta

Renato Araújo / Agência BrasíliaRenato Araújo / Agência Brasília

atualizado 08/08/2019 9:44

O governador Ibaneis Rocha (MDB) aprovou, na noite desta quarta-feira (07/08/2019), o nome do novo comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF): o coronel Julian Rocha Pontes. Ele foi escolhido pelo titular da pasta de Segurança Pública (SSP-DF), Anderson Torres. “É um nome da confiança do secretário de Segurança”, afirmou Ibaneis ao Metrópoles. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta quinta-feira (08/08/2019).

Pontes assume a corporação no lugar da também coronel Sheyla Sampaio, exonerada nessa terça (06/08/2019) por “desalinhamento” em relação às políticas públicas do Governo do Distrito Federal (GDF). Atualmente, o coronel é subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF e mantém bom relacionamento com o titular da pasta.

Julian Rocha Pontes já tinha sido cotado para assumir o comando antes mesmo da nomeação da coronel Sheyla Soares Sampaio. Ele já foi chefe de segurança do então vice-governador Tadeu Filippelli (MDB) no governo Agnelo Queiroz (PT).

O militar é graduado em ciências policiais e em direito, além de ter pós-graduação em segurança pública e em direito público. Entre outras atribuições na PMDF, foi chefe da Secretaria Especial de Ordem Pública e comandante de Policiamento Regional Metropolitano (CPRM), quando atuou na coordenação de operações em diversas manifestações populares e eventos no centro de Brasília.

Antecessora

Após ser exonerada do comando da Polícia Militar, a coronel Sheyla Sampaio pediu ao Departamento de Gestão Pessoal (DGP) da força de segurança para integrar a reserva remunerada da corporação. A solicitação ocorreu nessa terça-feira, logo após a oficial ser informada do afastamento.

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No mesmo dia, Torres comentou o caso. “Da minha parte, agradeço à coronel Sheyla. Mas houve um desalinho. Por exemplo, temos a questão do Hospital da Segurança. Essa é uma ideia do governador. O que se gasta hoje com a saúde das forças é, aproximadamente, metade do orçamento do Hospital de Base. E a gente percebia certa resistência. Se cada um puxar a corda para um lado, não vamos a lugar nenhum”, pontuou o secretário.

A criação de uma unidade de saúde específica para atender os servidores da SSP-DF avança dentro do governo. O projeto prevê que o Hospital da Segurança Pública assista, em tempo integral, exclusivamente integrantes da PMDF, da Polícia Civil (PCDF) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), no espaço onde hoje funciona a Policlínica da Polícia Militar. Sheyla e Koboldt, outro exonerado do GDF recentemente, apresentavam resistência a ampliar o atendimento a outras corporações que não a PM.

A nova unidade, localizada no Setor Policial Sul, deve incluir atendimento ambulatorial, cirúrgico, de urgência, emergência e unidade de tratamento intensivo (UTI). A previsão é que o hospital tenha 100 leitos de internação e capacidade para receber até 300 pacientes por dia, com mais de 17 especialidades médicas diferentes. Atualmente, a Policlínica da PM é alvo de reclamações por parte de policiais militares pelos problemas de assistência.

SOBRE OS AUTORES
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

Mirelle Pinheiro

Formada em jornalismo na Universidade Paulista (Unip), atuou como produtora na TV Record e TV Brasília. Trabalhou na cobertura de política para a TV Cidade Verde, do Piauí, e produziu reportagens para a área de comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foi repórter no Correio Braziliense durante três anos, com passagens pelas editorias de Economia e Web. Faz parte da equipe de Cidades do Metrópoles. Conquistou os prêmios Sebrae e Petrobras de Jornalismo, na categoria estadual. Em 2017, ganhou o prêmio CNT de Jornalismo.

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