Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Secretário diz que comando da PM estava em "desalinho" com o governo

Conforme o <b>Metrópoles</b> revelou, governador exonerou a coronel Sheyla Sampaio e o chefe da Casa Militar, Marcus Paulo Koboldt

06/08/2019 14:40, atualizado 06/08/2019 16:56
Joel Rodrigues/Agência Brasília
Secretário diz que comando da PM estava em &#8220;desalinho&#8221; com o governo

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, disse ao Metrópoles que o “desalinhamento” da comandante da Polícia Militar do DF, coronel Sheyla Soares Sampaio, e do chefe da Casa Militar, coronel Marcus Paulo Koboldt, com o governo provocou a exoneração de ambos. Conforme a coluna Janela Indiscreta antecipou, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou que os dois sejam substituídos. Os novos nomes devem ser escolhidos ainda nesta terça-feira (06/08/2019).

“O Distrito Federal tem um secretário competente e preparado, e todas as forças estão a ele subordinadas”, disse o governador à coluna. Logo depois, foi a vez de Anderson Torres falar sobre as exonerações. “Da minha parte, agradeço a coronel Sheyla. Mas houve um desalinho. Por exemplo, temos a questão do Hospital da Segurança. Essa é uma ideia do governador. O que se gasta hoje com a saúde das Forças é, aproximadamente, metade do orçamento do Hospital de Base. E a gente percebia certa resistência. Se cada um puxar a corda para um lado, não vamos a lugar nenhum”, pontuou.

A criação de uma unidade de saúde específica para atender os servidores da SSP-DF avança dentro do governo. O projeto prevê que o Hospital da Segurança Pública assista, em tempo integral, exclusivamente a integrantes da PMDF, da Polícia Civil (PCDF) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), no espaço onde hoje funciona a Policlínica da Polícia Militar.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A nova unidade, localizada no Setor Policial Sul, deve incluir atendimento ambulatorial, cirúrgico, de urgência, emergência e unidade de tratamento intensivo (UTI). A previsão é de que o hospital tenha 100 leitos de internação e capacidade para receber até 300 pacientes por dia, com mais de 17 especialidades médicas diferentes. Atualmente, a Policlínica é alvo de reclamações por parte de policiais militares pelos problemas de assistência.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

A exoneração de Sheyla foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF na tarde desta terça-feira.

Veja:

DODF/Reprodução

Perfil

Sheyla Sampaio foi a primeira mulher a comandar a PMDF. A coronel integra os quadros da instituição há 27 anos e tem MBA em planejamento, orçamento e gestão pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ela foi a primeira colocada no curso de formação de oficiais da corporação, feito em 1994 e, depois disso, ocupou diversas posições de destaque na tropa.

Secretário diz que comando da PM estava em “desalinho” com o governo - destaque galeria
2 imagens
Coronel Sheyla Sampaio é a primeira mulher a comandar a PMDF
Nota oficial da SSP sobre as exonerações
1 de 2

Nota oficial da SSP sobre as exonerações

Coronel Sheyla Sampaio é a primeira mulher a comandar a PMDF
2 de 2

Coronel Sheyla Sampaio é a primeira mulher a comandar a PMDF

Daniel Ferreira/Metrópoles

De 2013 a 2016, conduziu o 1º Batalhão da Polícia Militar. Depois, foi subeditora de recrutamento e seleção da instituição e diretora da Diretoria de Promoções, Avaliação e Desempenho. Sheyla chefiou o Comando do Policiamento Regional Sul II.

Experiente, dirigiu importantes operações no Distrito Federal, como os carnavais de 2014, 2015 e 2016; o Réveillon de 2013 para 2014; a Copa do Mundo de 2014; as Olimpíadas de 2016; e o primeiro turno das Eleições 2018. A oficial, que chefiava o Comando de Policiamento Regional Sul (CPRS), foi indicação de Ibaneis.

Koboldt assumiu a Casa Militar em abril deste ano. Antes, chefiou Comando de Policiamento Regional Sul (CPRS). Também foi indicação de Ibaneis e assumiu o lugar do coronel Julio César Lima. O governador disse, na ocasião, que a troca foi “por uma questão de ajustes pontuais”..

Antes da exoneração, o chefe do Executivo local já havia rebaixado o status do titular da pasta, ao subordinar o órgão – até então ligado ao gabinete do governador – à Secretaria de Segurança Pública (SSP).