*
 
 

A Operação Pausare, deflagrada na quinta-feira (1º/2) pela Polícia Federal, teve como um dos alvos o empresário carioca Arthur Mário Pinheiro Machado. Os investigadores querem saber a participação dele em suposto esquema que causou prejuízos nas contas do fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos.

Machado possui várias empresas e holdings no país, e uma delas – a Educar Holding – adquiriu em outubro de 2017 o Alub, conhecido grupo educacional do DF. O empresário assumiu também a presidência da instituição, desde então.

A investigação tem ao menos 158 alvos, e a força-tarefa da Polícia Federal conta com 62 equipes, formadas por mais de 200 integrantes da corporação, que atuaram durante 48 horas em endereços no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas.

Os policiais federais tinham autorização da 10ª Vara Federal em Brasília para realizar busca e apreensão em imóveis e escritórios dos investigados, inclusive de Arthur Pinheiro Machado, além de conduzi-lo coercitivamente para prestar depoimentos. No entanto, segundo a assessoria do empresário, essas medidas não foram aplicadas. De acordo com a PF, o executivo é ligado ao lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, tido como operador do MDB no desfalque da Postalis e quem nega todas as acusações.

Em nota enviada à coluna, Arthur Pinheiro Machado diz refutar, de forma veemente, as acusações veiculadas pela imprensa. As empresas das quais é sócio e que tiveram operações com o Postalis “cumprem, rigorosamente, todas as obrigações financeiras derivadas dos investimentos e estão em dia com todos os pagamentos”, esclarece.

Ainda, segundo o texto, o empresário informa que “está à disposição das autoridades competentes, como sempre esteve, para prestar todos os esclarecimentos necessários”.



PFpostalisAlubOperação PausareArthur Mario Pinheiro Machado
 


COMENTE

Ler mais do blog