Categorias elogiam MP do reajuste à Segurança do DF: “Corrige defasagem”

Medida provisória foi assinada nesta terça-feira (26/05) pelo presidente Bolsonaro e é retroativa a 1 de janeiro de 2020

armaMichael Melo/Metrópoles

atualizado 26/05/2020 20:56

A medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta terça-feira (26/05), que garante o reajuste salarial de bombeiros e policiais civis e militares do DF, repercutiu de forma positiva entre os principais representantes das categorias beneficiadas.

O diretor-geral da Polícia Civil (PCDF), delegado Robson Cândido, afirmou ao Metrópoles que a recomposição garantirá uma nova fase para a instituição policial. “É um resgate da segurança pública do DF, que esteve abandonada nos últimos governos. A partir de agora, vamos continuar nossa missão de trazer tranquilidade e paz para nossa população”, disse.

Para o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil (Sindepo-DF), Rafael Sampaio, a decisão do chefe do Executivo federal faz reconhecimento à reivindicação das forças distritais de segurança, que estavam sem reajuste salarial há vários anos. “Foi uma vitória muito importante para a nossa categoria. É com muita alegria que recebemos essa informação. O reajuste começa a corrigir essa grande defasagem salarial”, declarou o delegado.

Já segundo o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF), trata-se de uma vitória justa, “após a extensa e árdua luta da categoria para ter seu trabalho valorizado”. “Ao longo dos últimos anos, os policiais civis realizaram diversas greves, paralisações e manifestações para expor a estagnação salarial em meio a perdas inflacionárias que – entre 2010 e 2019 – chegam a 60,55%, segundo a entidade”, pontuou.

Anos de espera

O Sinpol-DF ainda apontou que, “apesar de ter se estendido por muitos anos e mesmo com todas as circunstâncias contrárias e a má vontade política em diversos momentos, a pauta jamais esfriou. A vitória deste momento é um resultado claro desse engajamento da categoria e da constante articulação e força de vontade da diretoria do sindicato”.

O presidente da Associação dos Militares Estaduais do Brasil (Amebrasil), coronel da reserva Wellington Corsino, afirmou que a conquista foi resultado da palavra dada por Bolsonaro às forças as quais integram a Secretaria de Segurança local.

“A recomposição tem alguns aspectos que eu preciso frisar. O primeiro deles é que ninguém consegue nada sozinho. A outra coisa é que todas as hierarquias das instituições são importantes e de forma igualitária. Se trabalharmos irmanados, integrados, com respeito à atividade do outro, nós seremos um exemplo de segurança para o Brasil”, disse Wellington Corsino.

Segundo ele, a recomposição contou com o apoio de personagens importantes no processo, como o senador Izalci Lucas (PSDB) e o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM). “Esse aumento recompôs perdas que tivemos ao longo dos anos, mas, mesmo assim, estamos alegres e satisfeitos. Temos ciência de que a maior remuneração de um militar é salvar vidas e proteger pessoas. Nós entramos no serviço público para cumprir essa missão”, finalizou.

Confira o texto:

MP de recomposição salarial para forças de segurança do DF by Metropoles on Scribd

Medida Provisória

Conforme antecipado pelo Metrópoles, a medida provisória traz os índices de revisão salarial encaminhados pelo Governo do Distrito Federal ao Planalto na semana passada, após discussões com representantes das forças e de associações das categorias para debaterem os termos do documento.

Será 8% de reajuste para policiais civis. No caso dos militares, a recomposição começa com 25% na gratificação da Vantagem Pecuniária Especial (VPE). Assim, a medida vai gerar recomposição de 8% também no contracheque de PMs e bombeiros. O aumento será pago em parcela única, retroativa a 1 de janeiro de 2020.

Com a nova configuração, a previsão é de que os vencimentos de um agente da Polícia Civil, que atualmente variam entre R$ 8.698,78 e R$ 13.751,51, passem de R$ 9.394,68 para R$ 14.851,63, a depender das progressões na carreira. Já a remuneração dos delegados, hoje de R$ 16.830,85 a R$ 22.805,00, ficaria entre R$ 18.177,32 e R$ 24.629,40.

Para os militares, as recomposições oscilam de R$ 1.498,95, para o cargo de soldado, até R$ 7.279,17, no caso de coronel, último posto da hierarquia. Com o incremento, passariam a ser de R$ 1.873,69 a R$ 9.098,96, respectivamente. O impacto das medidas é de R$ 505 milhões por ano.

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