“A que ponto chegamos, meu Deus?”, diz Caiado sobre morte de professor

Governador goiano afirmou ter ficado "chocado" com o assassinato do coordenador pedagógico Bruno Pires de Oliveira, em Águas Lindas (GO)

Acervo Governo de GoiásAcervo Governo de Goiás

atualizado 31/08/2019 17:16

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou neste sábado (31/08/2019) que o estudante Anderson da Silva Leite Monteiro, 18 anos, suspeito de ter assassinado o professor Bruno Pires de Oliveira, 41, “será preso e punido”. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, em Águas Lindas (GO), convocada pelo titular do Palácio das Esmeraldas um dia após o crime que chocou o município goiano. Caiado decretou luto oficial na escola municipal por cinco dias.

“Ninguém está imune a qualquer violência ou crime que tenha praticado. Esse jovem já tem noção clara dos limites e de suas responsabilidades. Ele será preso e punido. É isso que o estado de Goiás pede e será feito”, garantiu o democrata.

De acordo com Caiado, o assassinato reflete o processo gradativo do desrespeito de alunos com os docentes nas escolas. “Professor tem que ser reconhecido como autoridade. Isso é primordial. Esta é a maneira que nós temos de transmitir aos jovens que na escola estão e de cobrar dos pais maior responsabilidade em educar os seus filhos. O Estado não consegue agir sozinho. Esse é um problema que precisa ser resolvido por várias mãos, incluindo a família”, destacou.

O governador goiano afirmou que recebeu a notícia do crime no fim da tarde de sexta-feira (30/08/2019) e que ficou “chocado” com o motivo que fez o suspeito tirar a vida do próprio professor. “A que ponto chegamos, meu Deus?”, questionou ele. O democrata informou que a morte foi causada pela indignação do estudante, por tomar conhecimento de que não teria sido autorizado pelo médico a participar de programa de atividades físicas na escola.

“Fiz questão de trazer aqui a minha solidariedade a toda comunidade de Águas Lindas e da Escola Municipal, trazendo comigo as maiores autoridades da segurança pública, incluindo o secretário de Segurança, o comandante da Polícia Militar e o diretor da Polícia Civil, para dizer que este crime não ficará impune. Estamos empenhados e vamos trabalhar fortemente também no sentido de dar apoio psicológico às crianças e aos professores da escola. Queremos poder estimular nossos professores, que estão traumatizados neste momento. Temos de recomeçar e estamos fazendo nossa parte. Todos temos de agir”, frisou.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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