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Marcos Dantas é um dos principais nomes que desembarcaram do GDF na última sexta-feira (6/4) para encarar a disputa eleitoral em outubro.

Veterano em articulações políticas, com 30 anos de atuação nos bastidores, ele vai, pela primeira vez, estampar seu rosto nas urnas e disputar um cargo nas próximas eleições. Tentará uma vaga de deputado federal pelo PSB, partido que presidiu no DF durante uma década.

Homem de confiança de Rodrigo Rollemberg (PSB), Dantas atuou como um curinga e chefiou três secretarias ao longo da gestão do socialista: Relações Institucionais; Mobilidade; e Cidades.

Em entrevista à coluna, Marcão, como é conhecido, fez um balanço da atuação no Executivo e dos planos para o Legislativo.

Grande Angular: Qual legado o senhor deixa para a cidade?

Marcos Dantas: São muitos os legados. Passei por três secretarias. No meu primeiro posto, tive a oportunidade de trabalhar na mediação entre o governo e os movimentos sociais e populares. Depois, fui servir à Secretaria de Mobilidade, na qual tivemos várias conquistas, como a entrega de 17 terminais rodoviários e o início da implantação do bilhete único. Além disso, fomos a primeira unidade da Federação a implementar o Uber, legislação pela qual trabalhei muito. Também executamos outros projetos, como o das bicicletas compartilhadas. Na Secretaria de Cidades, cito o programa Cidades Limpas, que foi uma experiência muito rica, em face do contato com a população e com os setores organizados da sociedade. Lá pude perceber os problemas que afetam diretamente a vida das pessoas, e atuamos de acordo com as demandas e em conjunto com as demais áreas do governo e da sociedade. Conseguimos reduzir o número de casos de dengue, zika e chikungunya com a eliminação do mosquito, por exemplo. A Secretaria de Segurança Pública nos deu dados importantes e atuamos de acordo com as manchas criminais, com serviços para melhorar a iluminação e roçar o mato, contribuindo, assim, para diminuir os índices de violência. Outros passos importantes foram os decretos que vão regularizar as feiras, quiosques e food trucks. Também começamos a entregar os termos de permissão de uso para os comerciantes.

E os problemas que o senhor não conseguiu alcançar? O que ainda é um desafio do ponto de vista da organização das cidades?

Há muito a ser feito. Muito se avançou, e a secretaria vai continuar ampliando sua atuação. Trabalhamos em conjunto com a Secretaria de Educação para manter as escolas limpas, pintar faixas de pedestres onde transita a comunidade escolar, proporcionando mais segurança no início do ano letivo. E esse programa vai continuar. As cidades precisam seguir trabalhando na perspectiva de requalificar os espaços urbanos, melhorando as praças, os pontos de encontro comunitários e as quadras esportivas. Trabalhamos em parceria com a Sesipe [Subsecretaria do Sistema Penitenciário] e a Funap [Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso], com a população e o empresariado. Em Taguatinga, por exemplo, revitalizamos diversas praças com o apoio da administração e do comércio local. O governo sozinho não dá conta de resolver tudo. Nós entrávamos com a mão de obra e contávamos com a ajuda dos moradores.

E o que pretende fazer se conquistar um mandato no Legislativo?

A nossa bandeira é continuar lutando por Brasília. Sou candidato pela primeira vez, após mais de 30 anos dedicados à política. Precisamos de reformas do Estado e da política. É necessário entender que os partidos estão muito distantes da população. Não há proximidade entre o representante e o representado. As legendas precisam deixar de atuar como cartórios. Temos que mudar a prática política, ficar mais próximos do eleitor e do cidadão. Outros projetos que me movem são na área da educação, desde a infância até a universidade. É fundamental melhorar a formação dos gestores e professores. Também considero segurança uma área interessante e na qual quero atuar, assim como em um pacto federativo do ponto de vista orçamentário e financeiro.



 


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