Defesa de Flávio no caso Queiroz representará Bolsonaro contra Adélio

Amigo da família, advogado Frederick Wassef colheu assinatura do presidente no Palácio da Alvorada

TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDOTIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 30/09/2019 21:19

Próximo da família Bolsonaro, o advogado Frederick Wassef (foto em destaque) que defende o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no caso Queiroz, será representante do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em um processo relacionado ao atentado à faca sofrido durante a campanha eleitoral em setembro de 2018, na cidade de Juiz de Fora (MG).

O filho 01 de Jair Bolsonaro é alvo de uma investigação que apura a prática de “rachadinha” em seu gabinete enquanto deputado da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O esquema teria envolvimento do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse nesta sgeunda-feira (30/09/2019) que Bolsonaro assinou uma procuração no fim de semana autorizando a atuação do advogado no processo que corre no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Fred, como Wassef é conhecido, foi visto transitando pelo Palácio da Alvorada.

Até então, o advogado-geral da União, André Mendonça, estava à frente da ação. O objetivo é conseguir a quebra do sigilo telefônico e fiscal de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos responsáveis pela defesa do autor do ataque, Adélio Bispo de Oliveira. Bolsonaro acredita que, dessa forma, será possível encontrar um suposto mandante do crime.

O TRF-1 julgaria se as investigações desse caso podem ser retomadas no dia 18 de setembro, mas a pauta foi transferida para a sessão seguinte, que deve acontecer no dia 2 de outubro. A Justiça Federal em Minas Gerais decidiu que o agressor não pode ser punido porque laudos médicos comprovam que ele possui transtornos mentais.

SOBRE O AUTOR
Manoela Albuquerque

Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo no ano de 2016, com passagem pela Universidade do Porto, em Portugal. Foi repórter por dois anos no G1 Espírito Santo e participou de projetos como o Monitor da Violência, premiado no Data Journalism Awards 2018. É uma das vencedoras do 35º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo e do VII Prêmio República.

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