“Barbaridade”, diz defesa de Flávio Bolsonaro contra acusação

Para o advogado, o objetivo da promotoria é atingir o senador e o presidente da República, de quem é amigo há cinco anos

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 24/07/2019 14:22

O advogado de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL), Frederick Wassef, disse que é uma “barbaridade” a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista à Folha de S.Paulo, o jurista afirmou que não vai “abrir mão” dos direitos do cliente devido à opinião pública. O depoimento de Wassef foi publicado nesta terça-feira (23/07/2019).

“Se ilegalidades absurdas e seguidas foram cometidas no caso Flávio Bolsonaro, o primeiro passo é barrá-las. Não vou abrir mão dos direitos do meu cliente e deixar barbaridades serem cometidas por estar preocupado sobre qual seria a percepção do público”, defendeu.

Para o advogado, o objetivo da promotoria com a acusação é atingir o senador e o presidente da República, de quem é amigo há cinco anos. “Há uma campanha com o objetivo de atingir Flávio Bolsonaro e, por consequência, o pai. É uma armadilha sinistra para se enganar a opinião pública e pressionar o Poder Judiciário a decidir da forma que pleiteia o Ministério Público”, afirmou.

Além disso, ele saiu em defesa de Fabrício Queiroz, chefe de gabinete de Flávio na época, e disse que “não há indício de crime” por parte do assessor. Porém, ele não descarta a opção de Flávio ter sido traído por integrantes da equipe dele. “Todos que trabalharam no gabinete eram pessoas de confiança. Mas isso significa que não vai ser traído? Se Jesus Cristo foi traído e morreu na cruz”, disse, em entrevista.

A respeito da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de ter suspendido as acusações contra Flávio no Coaf, o advogado disse que o ministro apenas “cumpriu a lei” e que o fato de o senador ser filho do presidente não interferiu na ação. Ainda, ele disse que não há diferença no julgamento entre o senador e o ex-presidente Lula (PT). “Não existe Lula. Não existe Flávio. Existe o cidadão brasileiro e a lei”, comentou.

 

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