Bolsonaro sobre atentado: “Facada não me elegeu. Eu já estava eleito”

A uma semana de completar um ano do ataque que sofreu, o presidente afirma que sua eleição se deu por conta de "quatro anos de trabalho"

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atualizado 31/08/2019 16:34

A praticamente uma semana de completar um ano do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG), durante ato de campanha para as eleições 2018, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) refutou a ideia, neste sábado (30/08/2019), de que a facada que o atingiu tenha sido determinante para sua vitória nas urnas. “A facada não me elegeu, eu já estava eleito. Foram quatro anos de trabalho meu pra chegar aqui”.

A declaração foi feita durante um churrasco para o qual o presidente convidou jornalistas, em um bloco administrativo do Quartel General do Exército, em Brasília.

Sobre os “mandantes” do atentado, cometido por Adélio Bispo de Oliveira, Bolsonaro disse acreditar que a solução do caso está no celular do advogado do acusado, “que a [Ordem dos Advogados do Brasil] OAB não deixou periciar”.

Em 6 de setembro de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro cumpria agenda em Juiz de Fora quando foi atacado por Adélio. O militar da reserva foi atingido por uma facada no abdômen. Ele passou por uma cirurgia delicada para estancar hemorragia e conter lesões nos intestinos grosso e delgado.

Após ser socorrido na rede pública e operado pela equipe médica da Santa Casa de Misericórdia da cidade mineira, o candidato do PSL foi levado de avião para São Paulo, onde ficou internado entre 7 e 29 de setembro, no Hospital Albert Einstein.

Campanha no hospital
Bolsonaro aproveitou os 22 dias em que ficou internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para fazer campanha. O candidato do PSL usou e abusou das redes sociais para informar seu estado de saúde e transmitir mensagens a apoiadores, bem como opinar sobre o cenário político.

Na reta final da internação, ele deu entrevistas a veículos de comunicação e fez uma transmissão com o filho Eduardo Bolsonaro. Durante esse período, também recebeu a visita de artistas, políticos e apoiadores.

Adélio absolvido
Em junho deste ano, a Justiça de Juiz de Fora, em Minas Gerais, decidiu absolver Adélio Bispo, tomando como base o fato de o agressor ter sido considerado inimputável após laudos médicos.

Mesmo com a sentença positiva, Adélio deve permanecer internado por tempo indeterminado. Ele será submetido a uma perícia médica em 2022, daqui a três anos.

A defesa do presidente não recorreu da decisão da Justiça Federal. Como o Ministério Público também não recorreu, a sentença transitou em julgado, ou seja, estão esgotados os prazos para recursos.

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