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Ciência

UnB liderará missão com satélite para escanear Amazônia e Cerrado

Projeto liderado por cientista da UnB e do IEEE usará satélite espacial para monitorar a Amazônia e o Cerrado durante as mudanças climáticas

27/05/2025 18:40, atualizado 28/05/2025 11:39
Valter Campanato / Agência Brasil
Foto colorida da Amazônia - Metrópoles

A Amazônia e o Cerrado devem ganhar novos sistemas de monitoramento espacial a partir de 2025. A iniciativa da Universidade de Brasília (UnB) busca coletar e analisar dados sobre clima, solo e vegetação dos biomas e será feita com a ajuda de um satélite artificial chamado Perceive.

O projeto, batizado de Perception, combina dados coletados na terra e no espaço. A parte do monitoramento exterior dos biomas será feita pelo satélite artificial, que depende de novo aporte financeiro para ser lançado no fim de 2026, em parceria com a Universidade de Vigo, na Espanha, e a empresa europeia Alén Space. A liderança do projeto ficou a cargo do professor Renato Borges, da UnB, que é membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

A plataforma de dados Perception, que analisará os arquivos criados pela integração dos sistemas de monitoramento, será entregue ainda em 2025.

Cerrado e Amazônia vigiados

O projeto reúne tecnologia de hardware, análise preditiva com inteligência artificial e comunicação via satélite, integrando uma extensa base de dados para análise de riscos.

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O objetivo é mapear áreas críticas dos dois biomas e gerar dados que subsidiem políticas públicas ligadas à preservação, principalmente diante de ameaças humanas e das mudanças climáticas.

A proposta é garantir acompanhamento contínuo de indicadores ambientais com capacidade de alertar em tempo real sobre alterações relevantes. “Um dos nossos principais objetivos é fortalecer o monitoramento ambiental via satélite para combater os efeitos do aquecimento global”, completa.

Integração de universidades e empresas

Segundo Borges, a iniciativa poderá ser ampliada. “No longo prazo, a missão poderá ser expandida para fazer a varredura de outros biomas, zonas costeiras, áreas de risco e fronteiras agrícolas tidas como relevantes pelas autoridades”, projeta.

A iniciativa conta com cooperação internacional e financiamento público da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que destinou R$ 1,5 milhão ao projeto por meio do edital Learning Tech.

“Algumas empresas já conhecem a proposta e demonstraram interesse na parceria para algumas aplicações, por exemplo monitoramento de crédito de carbono, mas ainda estamos em fase de negociações”, completa o professor.

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FlatSat Perceive, estrutura de demonstração do satélite em solo
Objetivo é monitorar ameaças e riscos aos biomas brasileiros em tempo real
Professor Renato Borges vai liderar a implantação e análise de dados do sistema
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Professor Renato Borges vai liderar a implantação e análise de dados do sistema

Divulgação/Manuel Diz-Folgar/UVigo
FlatSat Perceive, estrutura de demonstração do satélite em solo
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FlatSat Perceive, estrutura de demonstração do satélite em solo

Divulgação/Manuel Diz-Folgar/UVigo
Objetivo é monitorar ameaças e riscos aos biomas brasileiros em tempo real
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Objetivo é monitorar ameaças e riscos aos biomas brasileiros em tempo real

Como funcionará a coleta de dados?

A rede de dados foi dividida em dois sistemas: um voltado à comunicação em massa e outro destinado a dados estratégicos, operado pela equipe do projeto e apoiado pelo satélite Perceive.

A FlatSat Perceive, estrutura de demonstração do satélite em solo, já está funcional. As unidades de monitoramento remoto (torres + malha de sensores) possuem uma interface de saída de dados para se comunicar com o Sistema Perception. Borges destaca a importância do “amplo complexo de unidades em solo” para garantir confiabilidade nos dados.

As áreas de atuação do projeto incluem torres de captação na Floresta Amazônica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no contexto do Programa LBA.

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