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110 e 220: estudante brasileiro cria tomada bivolt anti-curto-circuito

A tomada anti-curto-circuito evita que os aparelhos queimem ou provoquem curtos-circuitos, diminuindo o risco de acidentes domésticos

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Imagem colorida do estudando Lucio Jacobelli, criador da tomada anti-curto-circuito - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do estudando Lucio Jacobelli, criador da tomada anti-curto-circuito - Metrópoles - Foto: Arquivo Pessoal

Não é incomum escutar relatos de aparelhos domésticos queimados após ligá-los na voltagem errada ou acidentes em residências e comércios provocados pela tensão de energia. Em busca de soluções para o problema, um estudante de medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) desenvolveu uma tomada bivolt anti-curto-circuito. Hoje com 19 anos, Lucio Jacobelli trabalha na criação do protótipo desde os 16.

O dispositivo evita que os aparelhos queimem ou provoquem curtos-circuitos e permite que equipamentos de voltagens distintas sejam conectados com segurança em uma mesma entrada, identificando automaticamente a tensão certa e bloqueando o risco de acidentes elétricos.

O protótipo já está funcional e a patente já foi publicada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na própria revista da entidade estatal.

Inspiração para criar a tomada

Jacobelli conta que a inspiração para criar o dispositivo veio de uma situação corriqueira, em que ele tinha um aparelho 220V e a tomada disponível era a de 110V. Ao mexer na tampa da tomada, ele percebeu um detalhe que despertou sua curiosidade.

“Vi que dentro da mesma caixa havia um outro fio fase que não estava conectado na tomada. Então, desliguei o fio neutro e conectei essa segunda fase. Assim, a tomada passou a ter duas fases e o fio terra, fornecendo 220V, de forma que o aparelho passou a funcionar”, conta o estudante.

A partir daí, o jovem identificou que, com a adição de mais um pino, seria possível ter duas opções de tensão na mesma tomada.

Como funciona a tomada anti-curto-circuito

A tomada anti-curto-circuito possui quatro entradas em uma configuração especial: duas para fase, uma para neutro e outra para terra. O grande diferencial para os dispositivos comuns está nos plugues. Independente da voltagem, um dos pinos fica sem fio, como se não estivesse funcionando.

Em aparelhos de 127V – tensão padrão hoje em dia no Brasil –, o pino inativo seria um fase, enquanto nos de 220V, um neutro. O processo cria uma combinação exclusiva para cada voltagem, permitindo que os aparelhos funcionem em ambas tensões e impedindo acidentes.

Mesmo em equipamentos antigos, a nova tomada funciona. Porém, em dispositivos de 220V, é necessário o uso de um adaptador simples para que opere corretamente.

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