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Ciência

Sonda chinesa chega a asteroide “quase-Lua” para investigar sua origem

Após chegar no asteroide, sonda chinesa Tianwen-2 tentará pousar no objeto a fim de recolher amostras e enviá-las em direção à Terra

18/06/2026 12:23
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Reprodução/YouTube/CGTN
Imagem colorida da sonda chinesa Tianwen-2 - Metrópoles

A sonda chinesa Tianwen-2, da Agência Espacial Nacional Chinesa (CNSA, na sigla em inglês), chegou ao asteroide 469219 Kamo’oalewa – também chamado de 2016 HO3 ou Kamo’oalewa –, o alvo principal da missão não tripulada enviada em 2025. O objeto é chamado de “quase-Lua” da Terra, pois orbita o Sol perto do nosso planeta, de forma semelhante ao nosso satélite natural.

Após a sonda entrar em órbita ao lado do asteroide, o próximo passo da missão é tentar um pouso nele para coletar amostras que serão trazidas de volta à Terra para serem analisadas posteriormente. 

O objetivo principal das investigações é determinar a origem verdadeira do asteroide que tem entre 40 e 100 metros de diâmetro – algumas correntes científicas defendem que ele possa ser um pedaço da Lua que se desprendeu.

“O que torna [esta missão] extraordinária é que ainda não sabemos a composição ou a origem [do objeto]. Só obteremos respostas definitivas após concluirmos nossa exploração”, afirma o pesquisador dos Observatórios Astronômicos Nacionais da Academia, Li Chunlai, comandante-chefe do sistema de aplicação terrestre da Tianwen-2, em comunicado divulgado pelo governo chinês.

Apesar de não ter sido oficialmente divulgado, especialistas avaliam que o cronograma da sonda aponta que a tentativa de pouso seja feita em 4 de julho. A coleta deverá ser feita com uma técnica de perfuração e, após o recolhimento das amostras, elas deverão chegar à Terra no final de 2027.

Depois de estudar Kamo’oalewa, o próximo objetivo da Tianwen-2 é achar e investigar o objeto 311P/PanSTARRS. Localizado além de Marte, ele possui atributos de cometas e asteroides. Segundo os especialistas chineses, o estudo dos exemplares ajudará a melhorar a exploração espacial e a defesa planetária.