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Ciência

Satélite espião dos EUA explode em vários pedaços a 775 km de altitude

Lançado ao espaço em 1989 pelos EUA, o satélite USA 32 tinha como tarefa principal interceptar sinais de rádio e radar dos soviéticos

29/09/2026 12:01, atualizado 29/09/2026 12:09
Governo dos EUA
Imagem em preto e branco do satélite USA 32 - Metrópoles

O satélite espião norte-americano USA 32 explodiu na órbita da Terra em 13 de setembro. A informação foi divulgada posteriormente pela Força Espacial dos Estados Unidos. Ainda não se sabe o que causou o acidente, mas especialistas já calculam as ameaças que os destroços podem causar a outros veículos próximos, visto que a explosão ocorreu em uma região altamente congestionada da órbita terrestre baixa (LEO, na sigla em inglês).

Lançado em 1988 ao espaço pelos Estados Unidos, a tarefa principal do USA 32 era interceptar sinais de rádio e radar dos soviéticos. Com tanto tempo acima do nosso planeta, já se sabia que o veículo não funcionava mais, porém continuava orbitando a Terra sem causar maiores problemas.

No comunicado, a Força Espacial afirmou que o USA 32 sofreu um evento repentino de fragmentação. Na prática, isso significa que a explosão fez com que o veículo se dividisse em dezenas, centenas ou milhares de pedaços pelo espaço.

Segundo o portal Spaceweather.com, a explosão aconteceu a 775 km acima da superfície terrestre. Entre as principais hipóteses do que, de fato, provocou o acidente, estão colisões com outros satélites, fragmentos de lixo espacial ou uma rocha espacial em alta velocidade. No entanto, nos dois primeiros casos, não houve nenhum relato de impacto.

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Outro fato que torna essas hipóteses menos prováveis de terem ocorrido é que, geralmente, pesquisadores conseguem prever colisões no espaço com dias ou semanas de antecedência.

Uma outra suposição é que o satélite pode ter sido atingido por algum tipo de armamento antissatélite de outro país.

Além das investigações para saber a causa real da explosão, especialistas estão preocupados com os efeitos do acidente. O ocorrido aconteceu em uma região que abriga ao menos 200 satélites, tornando a colisão uma possibilidade real.