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Ciência

Itália usa filhotes de polvo para conter invasão de siris-azuis

A ação lançada no ano passado já liberou cerca de 80 mil filhotes dos polvos, que agem na natureza como predadores do crustáceo

20/08/2026 11:27, atualizado 20/08/2026 13:14
Yiming Chen via Getty Images
Imagem colorida de caranguejo azul - Metrópoles

Cientistas italianos resolveram adotar uma estratégia curiosa para conter o crescimento desenfreado de siris-azuis (Callinectes sapidus) nas águas da Emília-Romanha, uma região do país: a soltura de polvos-comuns no local. A ação lançada no ano passado já liberou cerca de 80 mil filhotes dos moluscos, que agem na natureza como predadores do crustáceo.

A iniciativa é financiada com recursos da região da Emília-Romanha e comandada por pesquisadores da Universidade de Bolonha. Ela foi lançada devido aos prejuízos milionários causados pelos caranguejos, que têm prejudicado a pesca e a produção de mariscos.

Os crustáceos, originários da América do Norte, chegaram ao Mediterrâneo há décadas, porém sem causar tantos danos aparentes. No entanto, a população parece ter aumentado devido ao aquecimento das águas da região, o que favoreceu as condições para o animal se proliferar. Além disso, a falta de predadores naturais ajudou no processo.

Por meio de suas garras afiadas, os siris conseguem abrir as conchas de mariscos, prejudicando a pesca e o cultivo. A expectativa é que a presença dos polvos diminua essa população e altere o cenário. Estima-se que, até o fim de agosto, cerca de 160 mil animais tenham sido soltos nas águas.

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Em contrapartida, os caranguejos da Emília-Romanha habitam áreas quentes, rasas e arenosas — características que não coincidem com o habitat preferido dos polvos, o que pode prejudicar a estratégia. Como alternativa, os pesquisadores analisam o uso de outros animais, como enguias ou robalos.