Peixe-barril: expedição nos EUA faz registro raro de animal das profundezas
O peixe-barril passou cerca de 20 minutos com os cientistas, dando-lhes a oportunidade de registrá-lo em vários ângulos diferentes

Enquanto coletavam amostras de animais gelatinosos nas águas da Baía de Monterey, nos Estados Unidos, pesquisadores deram de cara com um exemplar de peixe olho-de-barril (Macrobina microstoma). O encontro é considerado raro, pois o animal vive nas profundezas do oceano e não era fotografado há anos.
Segundo os pesquisadores, a última imagem feita por eles do peixe de olho esbugalhado foi em 2021. O que também chamou a atenção foi a duração do encontro. O animal passou cerca de 20 minutos com os cientistas, dando-lhes a oportunidade de registrá-lo em vários ângulos.
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“É sempre emocionante encontrar por acaso um peixe tão raro e único como este. A última vez que observamos um peixe-barril foi em 2021, antes de nossos ROVs serem equipados com câmeras 4K. Normalmente, temos apenas alguns minutos para observar esses peixes antes que eles fujam, mas este indivíduo permaneceu conosco por quase 20 minutos”, conta a especialista em pesquisa do MBARI, Kyra Schlining, em entrevista ao portal IFLScience.
As imagens feitas pelo Instituto de Pesquisa e Aquário da Baía de Monterey (MBARI), nos Estados Unidos, foram compartilhadas na última quinta-feira (29/10) por meio de suas redes sociais. O animal foi achado a cerca de 600 metros de profundidade.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCorpo parcialmente transparente e olho esbugalhado: o estilo do peixe-barril
Diversos atributos do peixe chamam a atenção e, entre os principais, está sua cabeça transparente, que deixa em evidência outra característica chamativa: seus olhos esverdeados e esbugalhados.
Ainda não se sabe exatamente por que o peixe desenvolveu essas características, porém especialistas afirmam que todas elas servem para o animal caçar nas grandes profundidades em que vive.
É consenso de que os olhos esverdeados ajudam a distinguir a luz natural e a bioluminescente, por exemplo. Além disso, os peixes conseguem girar os globos oculares dentro da cabeça.
O fato de o animal ter ficado muito tempo olhando para os cientistas evidencia que ele é um observador calmo, o que traz mais uma peça para o quebra-cabeça de como se comporta essa espécie curiosa. Mais detalhes poderão ser descobertos com novas investigações.
