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Profundezas: lulas gigantes existem? Veja o que diz a ciência

Minissérie Profundezas, da Netflix, contou com a consultoria de uma bióloga marinha para contar um suspense sobre as lulas gigantes

10/10/2026 11:16
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A minissérie Profundezas, atualmente no top 1 das séries mais vistas da Netflix, jogou luz em um dos maiores mistérios da vida marinha: as lulas gigantes realmente existem? Os relatos dos pescadores que dizem ter encontrado esses animais são reais?

Para responder a essas perguntas, e criar uma narrativa tensa e trágica, a produção original do serviço de streaming contou com a consultoria de uma bióloga marinha – que garante que, de fato, essas lulas colossais vivem no fundo dos oceanos.

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Foto histórica de 1935 mostra restos de uma lula gigante encontrada no Canadá
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Foto histórica de 1935 mostra restos de uma lula gigante encontrada no Canadá

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Na minissérie Profundezas, um pescador de uma cidade pequena precisa sobreviver enquanto está sendo atacado por uma lula gigante agressiva e territorialista. Ele é acompanhado de uma bióloga marinha e juntos descobrem segredos surpreendentes sobre a criatura, apelidada de Mãe.

Durante a produção, o roteiro foi enviado a Annie Mercier, pesquisadora de vida marinha do Centro de Ciências do Oceano, em Newfoundland, no Canadá. A cientista, que inspira a personagem da série, garantiu a existência das lulas gigantes como fato científico – e não só história de pescador.

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“Elas têm de 10 a 15 metros de comprimento e os maiores olhos da natureza”, conta Annie Mercier. Ela ainda acrescenta outro detalhe assustador: “Quando encontramos os restos de cefalópodes [classe de moluscos como polvos e lulas], eles já sofreram um pouco de decomposição. Então, provavelmente eram ainda maiores enquanto estavam vivos”.

Como outros cefalópodes, as lulas gigantes vivem em profundezas muito abaixo da superfície e, por isso, são bem difíceis de serem estudadas. Nos últimos anos, no entanto, cientistas conseguiram prender câmeras a baleias cachalotes, predadoras de cefalópodes, para capturar imagens desses moluscos colossais.

Relatos de avistamentos datam de mais de cem anos e inclusive atribuem a elas um suposto ataque a um navio de transporte na Segunda Guerra Mundial. A bióloga Annie Mercier diz que esse comportamento é muito improvável para a espécie; mas não impossível.

“Elas não têm força no esqueleto para ferir algo acima da água”, explica. “Na maior parte do tempo, elas são pacíficas, sentem medo e se afastam rapidamente. Mas, em determinadas circunstâncias, como para proteger os filhotes, elas podem acabar sendo mais perigosas”, descreve.

O cenário descrito pela bióloga descreve exatamente a trama da minissérie Profundeza: uma lula gigante que se revolta quando o rápido aquecimento dos oceanos coloca em risco a vida de seus filhos.

“Os cefalópodes têm estratégias parentais que são muito comoventes. Eles protegem, oxigenam e limpam as bolsas de ovos, a ponto de os pais deixarem de se alimentar. Isso pode durar vários meses, até que os pais acabem morrendo”, destaca a bióloga. Os seis episódios de Profundezas já estão disponíveis na Netflix.