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Ciência

Microplásticos podem ter mudado cor da água na Mancha de Lixo do Pacífico

Entre 2002 e 2022, áreas da Grande Mancha de Lixo do Pacífico mudaram de cor, ficando mais verdes e azuis, deixando a água na cor ciano

06/11/2026 13:45
Unsplash
Imagem colorida de ulixo no mar - Metrópoles

Entre 2002 e 2022, áreas dentro e ao redor da Grande Mancha de Lixo do Pacífico mudaram de cor, ficando mais verdes e azuis, criando uma mistura que deixou a água ciano. Segundo um novo estudo, o culpado pela alteração é o aumento da concentração de microplástico na água. A hipótese liderada pela Universidade de Bergen, na Noruega, foi publicada na revista Communications Earth & Environment nessa quinta-feira (5/11).

A Grande Mancha de Lixo do Pacífico é um local no oceano em que há uma intensa concentração de detritos, compostos principalmente por plásticos e microplásticos. A região localiza-se entre a Califórnia e o Havaí, ambos nos Estados Unidos.

Para chegar à hipótese, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados de satélite que mostraram a alteração na cor dessa região do oceano. Primeiramente, eles perceberam um aumento significativo nos comprimentos de onda azul e verde dentro e ao redor da mancha de lixo. A mistura entre as duas resultou em uma coloração brilhosa da cor ciano no oceano.

Em seguida, foi criado um modelo teórico para avaliar como a concentração de microplásticos poderia afetar o aumento do brilho do oceano em todo o espectro da luz visível e se as mudanças poderiam ser atribuídas a causas naturais.

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Os resultados mostraram que, mesmo em pequenas concentrações, os microplásticos aumentaram o brilho do oceano em todo o espectro visível e a maior elevação ocorreu nos comprimentos de onda ciano.

Em simulações, a elevação no brilho ciano foi quatro vezes mais frequente em simulações com microplásticos (13%) do que em outras com causas naturais (3%). Segundo os pesquisadores, os achados apontam que um aumento do ciano na água também sugere uma elevação na concentração de microplásticos.

Por outro lado, os autores defendem que a descoberta ainda está no campo das hipóteses e somente medições diretas feitas na Grande Mancha de Lixo do Pacífico poderiam confirmá-la.