Método que move itens com luz pode reduzir tempo de viagem espacial
Tecnologia com a força da luz pode possibilitar viagens a Alpha Centauri, sistema estelar mais próximo do nosso, em apenas 20 anos
atualizado
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Imagine conseguir movimentar uma espaçonave com a força da luz? Apesar de parecer distante, essa tecnologia pode estar mais próxima de acontecer do que você pensa. Isso porque foi exatamente o que pesquisadores norte-americanos demonstraram em um estudo recente. No futuro, a técnica pode se tornar uma nova forma de propulsão movida a luz, mais rápida e eficiente.
Segundo os cientistas envolvidos na pesquisa, o método pode possibilitar viagens a Alpha Centauri, o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar, em apenas 20 anos – o tempo atual é estimado em cerca de 70 mil a 80 mil anos.
O trabalho liderado por especialistas da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, foi publicado na revista Newton no fim de março.
Como mover objetos com a força da luz?
Para a criação, primeiro foram produzidos materiais muito pequenos chamados metajatos. Os itens eram compostos por materiais ultrafinos e projetados para serem controlados pelo comportamento da luz.
Em seguida, os pesquisadores se nortearam por princípios físicos. Sabe-se que a luz carrega consigo energia e momento – uma força vinda da luz e também conhecida como pressão de radiação. Quando a luminosidade bate em um objeto e reflete, ela exerce uma força pequena nele, como se fosse um “empurrãozinho”.
Durante o experimento, ao serem atingidos pela luz, os metajatos se movimentaram em todas as direções. Além disso, os pesquisadores conseguiram controlar como a luminosidade transferia a força para o objeto, ajudando em sua movimentação.
A diferença desse método para os convencionais é que os atuais controlam o objeto mexendo na luz, enquanto o novo o material é programado para responder à luminosidade, trazendo mais flexibilidade na movimentação. Mesmo tendo sido testado em um objeto pequeno, a criação tem potencial para funcionar em objetos maiores, como espaçonaves.
Após os avanços, os cientistas buscam financiamento para testar a nova tecnologia em ambientes de microgravidade, onde as condições do espaço são simuladas com mais precisão.
