Lixo espacial da SpaceX vai atingir a Lua e pode abrir nova cratera

Parte de um foguete Falcon 9 deve colidir com a Lua a uma velocidade estimada de cerca de 8.700 km/h em agosto, segundo previsão

atualizado

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1 de 1 foguete - Foto: PATRICK T. FALLON via Getty Images

Parte de um foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a Lua em agosto deste ano, segundo previsão feita pelo astrônomo Bill Gray, desenvolvedor do software Project Pluto, usado para rastrear objetos próximos da Terra. A informação foi divulgada no dia 29/4, e o impacto deve ocorrer perto da cratera Einstein, na região de transição entre os lados visível e oculto do satélite natural.

A colisão não representa perigo para a Lua nem para espaçonaves em funcionamento. Ainda assim, o caso chama atenção para o descarte de restos de equipamentos espaciais, o chamado lixo espacial, em uma fase de aumento do interesse internacional por missões lunares.

“Isso não representa perigo para ninguém, embora destaque certa negligência na forma como restos de equipamentos espaciais são descartados”, afirmou Gray no relatório.

O objeto, com cerca de 13,8 metros de altura, foi lançado no início de 2025 e passou a orbitar o sistema Terra-Lua após levar duas espaçonaves em direção ao satélite: o módulo Blue Ghost, da empresa Firefly Aerospace, que pousou com sucesso na Lua, e o Hakuto-R, da japonesa ispace, que perdeu contato com a Terra e caiu na superfície lunar.

Impacto do lixo espacial pode criar nova cratera

De acordo com o astrônomo, o estágio do foguete foi observado mais de mil vezes ao longo do último ano por levantamentos astronômicos. Com base nesses dados, ele calculou que o impacto deve ocorrer por volta de 2h44, no horário da costa leste dos Estados Unidos, em 5 de agosto. A velocidade estimada é de cerca de 8.700 km/h.

A trajetória desse tipo de detrito é relativamente previsível, já que o movimento ocorre principalmente sob influência da gravidade da Terra, da Lua, do Sol e dos planetas. O clarão provocado pela colisão deve ser fraco demais para ser observado da Terra, mesmo com telescópios potentes. O interesse científico estaria na possibilidade de estudar, depois, uma cratera recém-formada pelo impacto.

Especialistas defendem que agências espaciais e empresas adotem estratégias mais seguras para o descarte de estágios usados de foguetes, como enviá-los para órbitas ao redor do Sol, em vez de deixá-los circulando entre a Terra e a Lua.

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