Bióloga explica como lagarto basilisco consegue andar sobre a água
Lagarto basilisco intriga cientistas. Bióloga detalha como ele corre sobre a água e sua importância no ecossistema
atualizado
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O lagarto basilisco é um dos animais mais curiosos da natureza e chama atenção por uma habilidade quase inacreditável: correr sobre a água. Encontrado em regiões tropicais da América Latina, esse réptil ganhou até o apelido de “lagarto Jesus Cristo” justamente por essa capacidade única.
Segundo a professora de biologia Aline Costa Botelho, da Escola Maple Bear Brasília, o lagarto basilisco não caminha sobre a água, mas sim realiza uma corrida extremamente rápida. “Ele bate as patas traseiras com muita força, criando pequenas cavidades de ar que sustentam o corpo por milissegundos”, explica.
Esse movimento acontece em sequência, quase como uma “corrida em bicicleta”, permitindo que o animal atravesse a superfície da água por curtos períodos, geralmente para fugir de predadores.
Estrutura e evolução explicam a habilidade
A especialista destaca que o segredo está nas patas traseiras. O lagarto basilisco possui dedos longos, com pequenas membranas e escamas que aumentam a área de contato com a água. Isso ajuda a gerar impulso suficiente para evitar que o corpo afunde rapidamente.
Para a também professora de biologia, Camila Braga, do Colégio Objetivo de Brasília, essa capacidade é resultado da evolução do animal. “Indivíduos mais rápidos e com estruturas mais eficientes tiveram mais chances de sobreviver e transmitir essas características”, afirma.
Onde vive o lagarto basilisco
O lagarto basilisco habita florestas tropicais úmidas da América Central e do norte da América do Sul. E é comum encontrá-lo próximo a rios, lagos e riachos, sempre em áreas com vegetação abundante.
Quando se sente ameaçado, ele pode fugir tanto para a água quanto para árvores. Algumas espécies, inclusive, já se adaptaram a ambientes urbanos, vivendo em parques e regiões com lagos artificiais.
Além da habilidade impressionante, o réptil desempenha papel importante no equilíbrio ambiental. Ele se alimenta de insetos, pequenos vertebrados, frutos e flores, ajudando no controle dessas populações e na dispersão de sementes.
Ao mesmo tempo, ele serve de alimento para outros animais, conectando diferentes níveis da cadeia alimentar. Seu comportamento também inspira estudos científicos, especialmente na área da robótica, mostrando como a natureza pode influenciar em avanços tecnológicos.
