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Ciência

Pesquisa descobre como era fauna da Nova Zelândia há um milhão de anos

Fósseis encontrados pelos pesquisadores remontam um período cerca de 1 milhão de anos antes de os humanos ocuparem a Nova Zelândia

23/06/2026 14:01, atualizado 23/06/2026 14:37
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Divulgação/Paul Scofield/Museu de Canterbury
Ilustração colorida de fauna antiga da Nova Zelândia - Metrópoles

O encontro de uma caverna em Waitomo, na Ilha Norte da Nova Zelândia, proporcionou um achado arqueológico importante para a fauna antiga do país. No local, foram achados restos mortais fossilizados de aves e rãs que viveram há cerca de 1 milhão de anos na região oceânica. 

Entre os animais, estavam 12 espécies de aves, incluindo um parente desconhecido do kākāpō, um papagaio noturno notável da Nova Zelândia. Também foram encontrados quatro exemplares de rãs. Segundo os pesquisadores, o achado proporcionou uma viagem no tempo e ajudou a compreender como era a fauna das ilhas neozelandesas antes de serem ocupadas por humanos.  

A afirmação tem relação com a análise mais profunda dos fósseis, responsáveis por indicar que as aves existentes no país 1 milhão de anos antes da chegada dos humanos tinham diferenças das que eles encontraram. Os cientistas revelam que 33% a 50% das espécies sumiram antes da ocupação das ilhas. 

“Esta é uma avifauna recentemente reconhecida na Nova Zelândia, uma que foi substituída pela que os humanos encontraram um milhão de anos depois. Essa descoberta notável sugere que nossas florestas ancestrais já foram o lar de um grupo diversificado de pássaros que não sobreviveram ao milhão de anos seguinte”, afirma o autor principal do estudo, Trevor Worthy, em comunicado.

A descoberta foi liderada pela Universidade Flinders, na Austrália, em parceria com duas instituições, uma neozelandesa e outra australiana. Os resultados foram publicados na revista Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology no início do ano.

Por que a fauna neozelandesa se remodelou?

Para determinar a idade dos fósseis, os pesquisadores se basearam nas duas camadas de cinzas vulcânicas onde os exemplares ficaram presos na caverna. Uma ocorreu há cerca de 1,55 milhão de anos e a outra há aproximadamente 1 milhão de anos, o que indica um limite de idade para os animais encontrados.

Como não havia humanos ainda à época na ilha, acredita-se que a transformação da fauna neozelandesa ocorreu por causa das mudanças ambientais naturais, especialmente devido à ocorrência de erupções vulcânicas.

Segundo os pesquisadores, os achados ajudaram a preencher lacunas nos registros fósseis do país da Oceania. “A partir de nossas escavações, temos um retrato da vida na Nova Zelândia entre 20 e 16 milhões de anos atrás. Essas novas descobertas lançam luz sobre o período que está praticamente ausente do registro fóssil da Nova Zelândia. Esse não era um capítulo perdido na história antiga da Nova Zelândia, era um volume perdido”, exalta o coautor do estudo, Paul Scofield.