Focas raras se escondem em cavernas para fugir de turistas. Entenda

Pesquisadores identificaram, por meio de monitoramento, um novo comportamento nesses mamíferos, que se escondem em câmaras de ar subaquática

atualizado

metropoles.com

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Divulgação – Oryx (2026), DOI: 10.1017/s0030605325102718
Imagem colorida de fotografias das focas nas cavernas subaquática - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de fotografias das focas nas cavernas subaquática - Metrópoles - Foto: Divulgação – Oryx (2026), DOI: 10.1017/s0030605325102718

Quem vive em lugares turísticos pouco habitados sabe o quanto a presença de muitos visitantes pode incomodar. Para fugir disso, geralmente a escolha é encontrar regiões mais calmas. E é isso que a espécie rara de focas-monges-do-mediterrâneo (Monachus monachus) estão fazendo. 

De acordo com um estudo publicado na revista científica Oryx, pesquisadores descobriram que as focas moradoras do Ilhéu de Formicula, na Grécia, passaram a se esconder em cavernas subaquáticas com bolhas de ar. A mudança ocorreu justamente para escapar da grande movimentação turística que o pequeno santuário de águas cristalinas do Mar Jônico tem recebido.

Os cientistas perceberam que, após o aumento do fluxo de pessoas no local durante o verão, os animais sumiram de seu habitat visível e passaram a se abrigar nas câmaras de ar dessas cavernas, onde o acesso só é possível por passagens submersas.

Para os autores, essas descobertas apoiam os crescentes esforços para fortalecer a proteção em torno de habitats-chave da foca-monge. “Estudos de adequação de habitat para a foca-monge do Mediterrâneo podem se beneficiar da inclusão de cavernas de bolhas, pois elas fornecem valiosos locais de descanso, especialmente em áreas turísticas”, relatam os pesquisadores em comunicado.

Novo santuário das focas

Para entender a movimentação dos mamíferos, que são considerados vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a equipe monitorou os animais por meio de um sistema de câmeras instaladas em pontos onde eles haviam sido observados anteriormente.

No total, foram capturados dados ao longo de 141 dias, entre junho de 2020 e outubro de 2021. Nesse período, os pesquisadores relatam que as focas utilizaram as cavernas submersas por 119 dias, o que, segundo eles, é um tempo surpreendentemente longo.

Agora, o local se tornou um novo santuário para a espécie, que utiliza essas cavernas para descansar e dormir, aproveitando as bolhas de ar para respirar.

“Essas cúpulas úmidas, menos acessíveis e discretas, podem não apenas servir de refúgio contra a perturbação humana, mas também funcionar como locais de descanso”, explicam os autores do estudo.

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