Cientistas encontram "túmulo aquático" de baleia nas profundezas do Ártico
O achado é raro, pois representa a “queda da baleia”, fenômeno que ocorre quando a carcaça do animal chega ao fundo do mar

Uma expedição norueguesa realizada no Oceano Ártico encontrou os restos mortais de uma baleia, os quais os cientistas chamaram de túmulo aquático. O achado é considerado raro, pois representa a “queda da baleia”, um fenômeno biológico que ocorre quando a carcaça do animal chega ao fundo do mar.
O túmulo aquático foi encontrado por acaso em maio deste ano. Com o auxílio de um veículo operado remotamente (ROV, sigla em inglês), a equipe de pesquisa vasculhava o fundo do Oceano Ártico para conhecer mais detalhes do ambiente profundo. Em um dos locais, os cientistas avistaram vermes tubulares amontoados.
Assim que se aproximaram, os cientistas perceberam que os invertebrados estavam em volta de dentes e ossos. Análises em laboratório mostraram que os restos mortais pertenciam a uma baleia. No entanto, não foi possível identificar a espécie do animal.
A queda da baleia
Quando uma baleia morre, cerca de 24 a 36 horas depois, o animal entra em decomposição e a carcaça flutua até a superfície devido à grande quantidade de gás que se forma no processo. É nesse momento que outros animais aproveitam a carcaça e consomem a carne.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo especialistas, os restos do animal podem servir como alimento para outras espécies por décadas. Após os animais maiores consumirem a carne, espécies menores e micro-organismos também se aproveitam dos resíduos. Por fim, a carcaça afunda e passa a servir de abrigo e alimento para criaturas que vivem nas grandes profundidades dos oceanos, como caranguejos, polvos, vermes e bactérias.
