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Ciência

Catástrofes na Terra ocorrem a cada 27 milhões de anos, teoriza estudo

A hipótese de que os maiores desastres geológicos já vistos na Terra não ocorreram aleatoriamente é antiga e alvo de debates há décadas

28/07/2026 14:07
Unsplash
Imagem colorida da Terra - Metrópoles

Por toda a história, o nosso planeta já passou por algumas catástrofes que moldaram a vida, como extinções em massa e erupções vulcânicas de grandes proporções. Segundo um novo estudo, todos esses desastres não ocorrem de forma aleatória, mas sim por meio de um ciclo geológico de cerca de 27,5 milhões de anos.

A afirmação faz parte de uma investigação feita pelo geólogo Michael Rampino, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos. Na pesquisa, ele revisitou dados de 89 grandes eventos geológicos que aconteceram nos últimos 260 milhões de anos e utilizou idades geológicas atualizadas e análises estatísticas para chegar às conclusões. Os resultados foram publicados na revista Evolving Earth em meados de maio.

Foram consideradas extinções marinhas em massa, eventos de falta de oxigênio nos oceanos, derramamento de lava de baixa viscosidade, flutuações do nível do mar, extinções de tetrápodes terrestres, mudanças nas taxas de expansão do assoalho oceânico e pulsos de vulcanismo intraplaca.

A ideia de que os maiores desastres geológicos já vistos na Terra não ocorreram de forma aleatória é antiga e tem sido alvo de debates há décadas. A primeira vez que pesquisadores levantaram a possibilidade de intervalos regulares entre as catástrofes foi em 1980. Pesquisas posteriores também identificaram padrões, no entanto, a hipótese ainda não é unanimidade entre os cientistas.

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“Esses resultados corroboram descobertas anteriores de que grandes eventos geológicos de vários tipos são globalmente correlacionados, ocorrem em pulsos e exibem periodicidades subjacentes comuns”, escreve Rampino no artigo.

Segundo o novo estudo, uma catástrofe não causa diretamente a outra. Na verdade, há múltiplos sistemas terrestres que atuam periodicamente, respondendo a processos que ainda não foram descobertos ao longo de milhões de anos.

Rampino também levantou a possibilidade de três fatores impulsionarem o ritmo das catástrofes geológicas a longo prazo: mudanças periódicas na convecção do manto terrestre; a interação entre a superfície e o interior da Terra; ou até pela captura ocasional de matéria escura por parte do nosso planeta.

Ainda não há a confirmação de nenhuma deles, porém a expectativa é que estudos mais profundos sobre o tema revelem mais detalhes e tragam respostas definitivas.