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Ciência

Arqueólogos encontram estátua de xamã em túmulo de 1,5 mil anos no Japão

Peça de argila parece ter rolado morro abaixo com o passar dos anos. Estátua representa mulher que ligava mundo dos humanos e dos espíritos

02/11/2026 11:48
Gunma Archaeological Research Foundation/Reprodução
Imagem mostra estátua de argila escavada no Japão - Metrópoles

Pesquisadores japoneses encontraram, em Nishikaminomiya, uma estátua de uma xamã em um túmulo de 1,5 mil anos. Foram encontradas 11 sepulturas datadas do período Kofun.

A estátua de argila é chamada de Haniwa. Elas eram oferecidas aos mortos e, na época, se acreditava que carregavam a alma das pessoas que faleceram. A peça representa uma xamã mulher conhecida como Miko, que funcionaria como uma ponte entre o mundo dos humanos e dos espíritos na religião xintoísta. A descoberta foi anunciada pela Prefeitura de Gunma em 21 de outubro.

A estátua encontrada agora tem cerca de 40 centímetros de altura, mas apenas a cabeça e torso sobreviveram ao tempo. Os pesquisadores acreditam que ela estava em uma outra tumba, que tinha formato de barco e ficava em cima de um monte, e rolou lentamente ao longo dos anos.

A estátua tem dedos bem definidos, braceletes e até um coque no cabelo, além de pintura vermelha para realçar algumas partes.

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“Estes detalhes sugerem que foi dedicado um cuidado considerável à confecção da figura, inclusive em elementos que não seriam visíveis à distância”, explicam os representantes do governo de Gunma, em comunicado. A Haniwa ficará esposta em um museu da cidade de Shibukawa.