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Ciência

Nova espécie de aranha típica da América é encontrada no Himalaia

Aracnídeo foi achado na Índia e, em homenagem ao local da descoberta, o novo exemplar foi batizado de aranha-da-cara-feliz-do-Himalaia

10/07/2026 14:32
Devi Priyadarshini e Ashirwad Tripathy
Imagem colorida mostra aranha cara-de-feliz - Metrópoles

No Havaí, um estado norte-americano, uma espécie de aracnídeo se diferencia das demais: a aranha-da-cara-feliz (Theridion grallator), chamada assim por ter manchas em seu abdômen que lembram a expressão de um sorriso. Inicialmente, acreditava-se que ela era nativa apenas dos Estados Unidos, porém um novo estudo encontrou um exemplar da espécie nas montanhas de Uttarakhand, uma porção da cordilheira do Himalaia localizada na Índia.

O fato de ela ter sido encontrada a milhares de quilômetros surpreendeu os cientistas. Em homenagem ao local de encontro, o novo exemplar foi batizado de aranha-da-cara-feliz-do-Himalaia (Theridion himalayana).

“O nome Himalaia foi escolhido para a espécie porque ambos queríamos prestar homenagem à majestosa cordilheira do Himalaia, que se ergue imponente não apenas protegendo nosso país, mas também abrigando uma vasta biodiversidade”, afirma o autor principal do estudo, Ashirwad Tripathy, em comunicado.

A descoberta foi liderada por dois pesquisadores indianos, sendo um deles do Museu Regional de História Natural, localizado no país asiático. Os resultados foram publicados na revista Evolutionary Systematics em meados de abril.

Cientistas miram formigas e acham aranha

Assim que iniciaram a pesquisa em locais de alta altitude, os cientistas buscavam por espécies de formigas. No entanto, ao encontrar exemplares de aranhas semelhantes ao aracnídeo havaiano em 2 mil metros acima do nível do mar, o fato os intrigou. Posteriormente, análises genéticas confirmaram que se tratava de uma nova espécie, parente da aranha-da-cara-feliz norte-americana. 

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Segundo a análise, o exemplar do Himalaia se difere em 8,5% geneticamente da aranha do Havaí e é uma linhagem evolutiva que se desenvolveu de forma independente na Ásia. Por outro lado, ambos gostam de viver em plantas de gengibre, o que causou curiosidade nos pesquisadores. 

“Se T. himalayana é um parente mais velho de T. grallator , por que foi  descoberta 125 anos depois? Embora isso soe como uma pergunta ousada agora, será nosso objetivo futuro: estabelecer quaisquer elos perdidos, se houver, através das espécies de gengibre”, destaca a coautora do estudo, Devi Priyadarshini.

Também é um mistério ainda a real função da “carinha feliz” entre os aracnídeos. “Esses padrões definitivamente os ajudam a sobreviver melhor na natureza, o que é compreensível à primeira vista, mas por que eles recorrem a tais padrões em suas costas e qual função exata eles desempenham em seu ciclo de vida ainda precisa ser decifrado”, diz Devi.

Os pesquisadores continuarão em busca de mais exemplares da espécies e outras variações também, que ajudarão a responder os questionamentos sobre o animal curioso.