metropoles.com

Análise inédita de amostras da Lua coletadas em 1972 choca cientistas

Após quase 53 anos da última visita à Lua, a Nasa liberou amostras intactas para serem investigadas por pesquisadores e instituições

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Alex Dean/Getty Images
Imagem preto e branca mostra parte da Lua - Metrópoles
1 de 1 Imagem preto e branca mostra parte da Lua - Metrópoles - Foto: Alex Dean/Getty Images

Os últimos astronautas a pousar na superfície da Lua foram os norte-americanos Harrison Schmitt, Eugene Cernan e Ronald Evan, que chegaram ao satélite em 1972. Eles trouxeram de volta amostras de rochas e poeira que ficaram guardadas esperando que tecnologias melhores de análise estivessem disponíveis.

Após quase 53 anos da visita, a Nasa começou a liberar as amostras intactas para investigação por cientistas e instituições capacitadas. A iniciativa faz parte do programa Apollo Generation Sample Analysis (ANGSA), que espera obter novos conhecimentos e coletar dados para apoiar explorações lunares futuras.

Entre as instituições escolhidas pela Nasa está a Universidade Brown, nos Estados Unidos. A equipe liderada pelo professor James Dottin investigou a proporção de isótopos de enxofre na Terra e na Lua e se surpreendeu com os resultados. O estudo foi publicado na revista científica JGR Planets em setembro.

Composição da Lua pode ser diferente

Foi analisada uma amostra de regolito lunar – camada feita de poeira e rochas que cobre a Lua – em um cilindro de 60 cm. Para descobrir a origem e possíveis semelhanças com outros materiais, foram investigados os isótopos de enxofre presentes.

Ao utilizar a técnica de espectrometria de massa de íons, os cientistas identificaram que o material lunar tinha compostos com níveis baixos de enxofre-33, diferentes do elemento encontrado em nosso planeta.

Imagem colorida mostra astronauta na Lua durante missão Apollo 17 - Metrópoles
Missão Apollo 17 coletou amostras da Lua em 1972

Os cientistas acreditavam que a Lua e a Terra tinham a mesma composição química. Segundo a teoria, o satélite natural se formou assim que o protoplaneta Theia colidiu com a Terra. O impacto teria relação com as semelhanças entre o solo lunar e o terrestre.

“Antes disso do estudo, pensava-se que o manto lunar tinha a mesma composição isotópica de enxofre da Terra. Era o que eu esperava ver ao analisar essas amostras, mas, em vez disso, vimos valores muito diferentes de tudo o que encontramos no nosso planeta”, afirma Dottin, em comunicado.

O pesquisador relata que ele e sua equipe ficaram surpresos com o resultado e revistaram cada passo dado no processo, confirmando de fato que a análise estava correta.

Possíveis explicações

De acordo com os pesquisadores, duas teorias principais podem estar por trás do resultado: as amostras de rocha lunar têm proporções maiores de materiais de Theia do que se pensava ou que reações químicas na formação da Lua teriam reduzido o composto.

Ainda não é possível afirmar qual das duas possibilidades é a mais correta. Novos estudos serão necessários e ajudarão cientistas a encontrar a resposta, além de trazer mais pistas como o sistema solar se formou.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?