Cientistas descobrem “quase-lua” que acompanha a Terra há 60 anos

Asteroide 2025 PN7 foi identificado em agosto e permanecerá próximo da Terra por mais seis décadas antes de seguir sua trajetória

atualizado

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Abrill_/Getty Images
Um asteroide voa em direção à Terra. Renderização 3D.
1 de 1 Um asteroide voa em direção à Terra. Renderização 3D. - Foto: Abrill_/Getty Images

Astrônomos identificaram uma “quase-lua” que acompanha a Terra em sua trajetória ao redor do Sol há cerca de 60 anos. Chamada de 2025 PN7, ela foi detectada em agosto por pesquisadores do observatório Pan-STARRS, no Havaí, e descrito em artigo publicado no periódico Research Notes of the AAS em setembro.

Embora seja apelidada de quase-lua, o asteroide não orbita diretamente a Terra. Ela pertence a um grupo de pequenos corpos celestes chamados Arjunas, que entram em ressonância com a órbita terrestre e, por isso, parecem estar presos ao nosso planeta.

De acordo com os cálculos, a 2025 PN7 deve permanecer nessa posição por mais 60 anos antes de seguir em outra direção, completando um ciclo de aproximadamente 128 anos.

O que diferencia as quase-luas

A descoberta chama atenção pela semelhança com outros objetos já identificados. O asteroide Kamo’oalewa, por exemplo, acompanha a Terra há cerca de 381 anos. Outros integrantes desse grupo foram catalogados desde 1991, quando o primeiro deles, chamado 1991 VG, foi confundido com uma possível sonda interestelar.

Os cientistas explicam que as quase-luas não devem ser confundidas com as chamadas miniluas. Enquanto estas orbitam a Terra de forma temporária, as quase-luas apenas acompanham nosso planeta em sua volta ao Sol, sem estar realmente presas a ele.

Importância para a ciência e futuras missões

Atualmente, há seis quase-luas conhecidas além da recém-descoberta 2025 PN7. Rastrear esses corpos celestes pode ajudar a entender melhor a dinâmica orbital do sistema Terra- Lua e ainda apoiar iniciativas de defesa planetária contra asteroides.

Os pesquisadores também destacam o potencial de interesse para futuras missões espaciais. No futuro, esses objetos podem até servir como alvos para exploração científica ou mineração de asteroides.

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