Confira 5 boas notícias da ciência com impacto na saúde e ambiente

De tratamento infantil contra malária ao descobrimento de novas espécies, estudos mostram impactos reais na saúde, energia e meio ambiente

atualizado

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Close-up de um pesquisador fazendo experimentos. Pesquisa científica, ciência. Metrópoles
1 de 1 Close-up de um pesquisador fazendo experimentos. Pesquisa científica, ciência. Metrópoles - Foto: Unsplash

A ciência avança de forma constante e, a cada ano, pesquisadores apresentam novas descobertas que ajudam a entender melhor o corpo humano, o meio ambiente e as doenças.

Confira abaixo cinco avanços recentes em áreas como saúde, energia e biodiversidade que ajudam a explicar como essas pesquisas estão sendo aplicadas na prática.

1 – Tratamento mais seguro para bebês

Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o primeiro tratamento contra a malária voltado especificamente para bebês e crianças muito pequenas. O medicamento foi adaptado para atender crianças com peso entre 2 e 5 quilos, um grupo que até então não tinha uma formulação adequada.

Na prática, isso evita que profissionais de saúde precisem dividir comprimidos feitos para crianças maiores, o que podia levar a erros na dose. A malária continua sendo uma das principais causas de morte infantil, especialmente na África, e a expectativa é que a nova versão ajude a tornar o tratamento mais seguro e eficaz.

2 – Remédio conhecido ganha novo uso

Um medicamento já utilizado na prática clínica pode ter um novo papel no tratamento de uma doença rara e grave. Pesquisadores testaram o sildenafil, conhecido comercialmente como Viagra, em pessoas com síndrome de Leigh, uma condição genética que afeta o funcionamento das mitocôndrias.

O estudo envolveu seis pacientes, que apresentaram melhora em aspectos como força muscular, mobilidade e respiração. Apesar dos resultados positivos, os cientistas ressaltam que ainda são necessários estudos maiores para confirmar a eficácia do tratamento.

3 – Energia com menos impacto ambiental

A busca por alternativas aos combustíveis fósseis também aparece entre os avanços recentes. Pesquisadores desenvolveram um método para produzir hidrogênio com o uso de bactérias, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa em comparação com processos tradicionais.

O experimento incluiu o reaproveitamento de pão amanhecido como fonte de alimento para as bactérias, mostrando uma possível aplicação de resíduos alimentares nesse tipo de produção.

Outro estudo explorou o uso de fibras de tamareiras para gerar biocombustível. O material, que muitas vezes é descartado, pode ser transformado em fonte de energia, reduzindo a necessidade de queima e seus impactos na saúde.

4 – Vacinação e queda nas mortes por câncer

Dados recentes reforçam o impacto da vacinação contra o HPV na prevenção de câncer. Um estudo com mais de um milhão de homens e meninos mostrou que a imunização está associada a uma redução significativa no risco de desenvolver tumores em diferentes partes do corpo.

Além disso, levantamentos indicam uma queda nas taxas de mortalidade por câncer em alguns países. Em certos casos, como o câncer de colo do útero, a redução ao longo das últimas décadas é expressiva, refletindo avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento.

5 – Descoberta de novas espécies

O trabalho de campo de cientistas também segue revelando novas espécies. Em diferentes partes do mundo, pesquisadores identificaram animais que ainda não tinham sido descritos, incluindo rãs, peixes e répteis.

Um dos exemplos foi a confirmação de que um lagarto encontrado em Taiwan, o Dopasia formosensis, é uma espécie própria, encerrando uma dúvida que já durava quase um século. Na Cordilheira do Condor, nos Andes, outra expedição identificou 14 novas espécies em apenas três semanas.

Entre elas está uma rã-de-vidro que recebeu provisoriamente o nome de Nymphargus dajomesae, em homenagem à halterofilista Neisi Dájomes, primeira mulher equatoriana a conquistar um ouro olímpico. Os animais são pequenos, com machos que medem cerca de 23 milímetros.

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