Após gasto de R$ 73 mi, Weintraub corta passagens e diárias no MEC
As novas regras alteram uma portaria publicada em abril de 2009, quando Fernando Haddad era ministro da Educação
atualizado
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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, cortou passagens e diárias para viagens nacionais e internacionais. Neste ano, segundo o Portal da Transparência, a pasta gastou R$ 73,5 milhões com deslocamentos – 23,46% do total desse tipo de despesa no governo federal.
Weintraub limitou o número de representantes por órgão. Para eventos no país, o ministro reduziu a dois servidores por viagem. Em deslocamentos internacionais, ficou autorizado somente um funcionário. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (04/09/2019).
“Somente em caráter excepcional e quando houver necessidade devidamente justificada, por meio de exposição de motivos dos dirigentes das unidades, o número de participantes poderá ser ampliado mediante autorização prévia e expressa do secretário-executivo”, destaca o texto.
As novas regras alteram uma portaria publicada em abril de 2009, quando Fernando Haddad era ministro da Educação.
O MEC lidera o ranking do Portal da Transparência de gastos com viagens. Somente o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao ministério, gastou R$ 16,8 milhões.
Sozinho, Weintraub viajou duas vezes. Os cofres públicos custearam R$ 2.397,47 em deslocamentos para Belo Horizonte e São Paulo. As viagens ocorreram em maio e junho. O ministro participou do Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular e de uma reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação.
