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O que se sabe sobre a prisão de Deolane em operação contra o PCC

Deolane Bezerra voltou a ser presa em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC e teve bens bloqueados pela Justiça

Letícia Perdigão21/05/2026 07:05, atualizado 21/05/2026 09:33
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O que se sabe sobre a prisão de Deolane em operação contra o PCC

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa novamente na manhã desta quinta-feira (21/5) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação faz parte da Operação Vérnix, desdobramento de investigações iniciadas ainda em 2019 após a apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. As informações são da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Segundo os investigadores, o esquema utilizava uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar recursos da facção criminosa. A polícia aponta que valores milionários eram distribuídos por meio de contas de terceiros e empresas ligadas aos investigados.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais ligadas a Deolane.

A investigação afirma que a influenciadora teria recebido depósitos fracionados entre 2018 e 2021, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento bancário. Os valores teriam ligação com recursos movimentados pela organização criminosa.

As autoridades também apontam que Deolane mantinha vínculos pessoais e comerciais com investigados apontados como operadores financeiros do esquema.

Segundo a polícia, imagens de depósitos destinados a contas ligadas à influenciadora foram encontradas no celular de um investigado apontado como operador central do esquema.

O nome de Everton de Souza, conhecido como Player, aparece nas investigações como responsável por orientar movimentações financeiras da organização. Ele também foi preso na operação.

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A Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos  – incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões  – e quatro imóveis ligados aos investigados. Seis prisões preventivas foram decretadas.

Agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à influenciadora, incluindo a residência dela em Barueri, na Grande São Paulo.

Antes da operação, Deolane passou semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20/5). Segundo a apuração do Metrópoles, o promotor Lincoln Gakiya foi pessoalmente a Roma para prender a influenciadora, mas ela acabou retornando ao Brasil antes que ele a alcançasse.

Pronunciamento da irmã

Daniele Bezerra, irmã de Deolane, se pronunciou sobre a prisão. Nas redes sociais, Daniele, que também é advogada, afirmou que a irmã estaria sendo condenada “perante a opinião pública” antes da apresentação de provas.

“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos”, declarou.

Na sequência, ela criticou a exposição pública do caso e afirmou que a Justiça não pode ser usada como “espetáculo”. “Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública, para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave”, disse

Segunda prisão

Esta não é a primeira vez que Deolane enfrenta problemas com a Justiça. Em setembro do ano passado, ela foi presa durante a Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais relacionados a casas de apostas.

Na ocasião, a influenciadora ficou no centro de uma investigação sobre movimentações financeiras milionárias e ostentação de patrimônio.

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