Governo nega ter convidado Carlinhos Maia para vacinação: “Não procede”

Humorista disse que seria uma das primeiras pessoas a tomar o imunizante, mas autarquia desmentiu oferta a pessoas fora do grupo prioritário

atualizado 18/01/2021 15:56

Reprodução/ Instagram

Carlinhos Maia anunciou nesta segunda-feira (18/1) ter recebido convite para ser um dos primeiros alagoanos a receber a vacina contra a Covid-19. Ele teria negado,  “por não achar justo com quem ficou em casa esse tempo todo”. A afirmação, no entanto, gerou indignação dos internautas e o governo alagoano logo se pronunciou, desmentindo-a.

“A Secretaria de Estado da Comunicação informa que as 71 mil doses de vacina que começam a ser aplicadas nesta terça-feira (19/01) serão destinadas exclusivamente ao grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde“, afirmou a autarquia em nota. “Não procedem informações de convites feitos a qualquer cidadão fora deste grupo”, completou o texto.

A contradição irritou ainda mais os internautas. “Carlinhos, é verdade que Joe Biden te convidou pra vice presidência dos EUA, mas vc preferiu deixar a Kamala Harris por conta da representatividade?”, debochou um seguidor. “Ahh pronto, o alecrim dourado que deu festa no meio da pandemia ia tomar vacina, saí dae louco”, criticou outro.

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Em sua defesa, Carlinhos alegou que a oferta do imunizante não foi feita pelo governo alagoano, mas por outro “órgão”. “Em qual momento citei que foi o governador que me chamou? A ideia partiu de outro órgão, na intenção de influenciar as pessoas que não querem tomar vacina, se inspirando na Indonésia que teve ideia parecida”, justificou.

“Mas a ideia foi descartada por ambos, a intenção era só divulgar. Mas se precisar estarei lá filmando. Só fiz o comentário sobre para não parecer incoerência, caso precisasse da divulgação sobre a vacinação”, completou.

Entenda

Pela manhã, Carlinhos já havia dito que o objetivo da campanha que negou fazer era incentivar a vacinação. A justificativa, contudo, não colou. “Injusto com quem ficou em casa é fazer festa com 600 pessoas e contaminar um monte de trabalhadores. Incentive sim a vacinação, mas não exclua sua parcela de responsabilidade pelo que está acontecendo”, escreveu um usuário.

“É até perigoso um tweet desses. O pessoal já insiste em não colocar credibilidade em vacina daí chego o outro e simplesmente fala que foi ‘convidado’”, opinou outro usuário da rede.

 

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