
Zema chama emendas de “seguro-reeleição” e defende redução.
A declaração foi dada nesta segunda-feira (27/7), em entrevista à TV Metrópoles

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu a redução dos valores destinados às emendas parlamentares e afirmou que parte dos recursos funciona como um “seguro-reeleição” para deputados e senadores. A declaração foi dada nesta segunda-feira (27/7), em entrevista à TV Metrópoles.
“Primeiro, é necessário que elas tenham um direcionamento correto e que tudo seja muito bem fiscalizado. Segundo, que o valor seja reduzido. Parece que é um valor, hoje, muito acima de qualquer necessidade de um parlamentar e acaba sendo um seguro-reeleição para o parlamentar”, afirmou.
Zema também relacionou a redução das emendas à renovação do Congresso.
“Eu sempre fui favorável a oxigenar o sistema político. Em alguns países, há, inclusive, lei que força essa renovação, destinando maior parte dos recursos para os não eleitos que estão disputando a eleição do que para aqueles que estão pleiteando uma reeleição”, declarou.
O Partido Novo realizou nesta terça, mais cedo, a convenção nacional da sigla que oficializou a candidatura do ex-governador ao Palácio do Planalto.
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O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Os recursos permitem que deputados e senadores indiquem verbas para obras, serviços e programas nos estados e municípios.
Uma tentativa de reduzir ou limitar esses valores, porém, exigiria uma negociação delicada com o Legislativo. Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou R$ 393 milhões em emendas incluídas no Orçamento. O governo alegou que parlamentares haviam tentado direcionar recursos que deveriam permanecer sob gestão dos ministérios da Saúde e da Educação.
A decisão provocou reação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na abertura do ano legislativo, em 2 de fevereiro, o deputado afirmou que o Congresso faria valer sua “prerrogativa constitucional” de destinar emendas.
Restrições anteriores determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) também travaram pagamentos e levaram deputados e senadores a pressionar o governo pela liberação dos recursos.
Em maio, o governo bloqueou R$ 23,6 bilhões do Orçamento para cumprir a meta fiscal. Desse total, R$ 4,9 bilhões atingiram emendas de bancada.
Dias antes, Motta havia criticado o que classificou como tentativa “quase que constante” de criminalizar as emendas e defendido os recursos como instrumentos essenciais para os municípios.



















