Zé Trovão diz que merecia “medalha” por motim na Câmara em 2025

Em agosto, oposição ocupou a Mesa da Presidência por mais de 30 horas para pedir anistia de Bolsonaro; Conselho de Ética analisa o caso

atualizado

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Zé Trovão
1 de 1 Zé Trovão - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou nesta terça-feira (10/2) que ele e os parlamentares envolvidos no motim da oposição na Câmara, em agosto de 2025, deveriam receber uma “medalha” pela ocupação da mesa da Presidência da Casa.

Zé Trovão fez a declaração durante depoimento ao Conselho de Ética, no processo que pode resultar na suspensão temporária de seu mandato e dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). A fala do parlamentar ocorreu após ser questionado por van Hattem sobre o que ele espera “se for feita justiça” na análise do caso.

“Olha, eu espero que, se for feita justiça nesse caso, esse processo encerre-se de maneira a arquivar todas as denúncias que são fantasiosas contra nós e deveriam nos dar uma medalha, não por honrar a política, mas por honrar quem elege os políticos”, declarou Zé Trovão.
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Deputados da oposição ocupam a Mesa do plenário da Câmara
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Motim

No motim da oposição, deputados e senadores pressionavam pela votação do chamado “pacote da paz”, apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A proposta reunia o então projeto de lei da anistia, que posteriormente foi aprovado como um texto que reduziu as penas dos condenados pela trama golpista, além de um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado.

Os parlamentares permaneceram por mais de 30 horas ocupando a mesa da presidência do plenário e chegaram a impedir o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de se sentar e dar início à sessão.

O acordo para a desobstrução foi articulado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Líderes do Centrão e da oposição recorreram a ele para negociar a liberação da Mesa Diretora, com a condição de que Lira insistisse junto a Motta para pautar o projeto da anistia.

O episódio foi encaminhado à Corregedoria da Câmara.

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