Zambelli reclama de Moraes e chora após mostrar foto do filho ao depor

Presa na Itália, deputada presta depoimento por videoconferência no processo que pode levá-la a perder o mandato

atualizado

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A deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) chorou durante depoimento na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (24/9), no âmbito do processo que pode levá-la a perder o mandato por condenação criminal. Ela está presa na Itália, onde aguarda o julgamento do pedido de extradição para o Brasil, e participa da oitiva nesta quarta por videoconferência.

A parlamentar se emocionou ao mostrar uma foto com o filho e alegou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a persegue politicamente: “Ele quis atingir toda a minha família, não tem como não ser perseguição”.

“Tirou as redes sociais do meu filho, tirou as redes sociais da minha mãe. E aí quando eu estou aqui na Itália, as despesas eram pagas pelo meu marido. E aí bloquear todas contas do meu marido, que todo mundo que conhece sabe o policial que ele é”, reclamou Zambelli, emocionada.

Em agosto, Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto ao hacker Walter Delgatti Neto.

Durante o depoimento, a bolsonarista negou que ficou foragida na Itália e se disse exilada. Ela deixou o Brasil em maio deste ano, quando o caso estava sendo analisado pelo STF.

“Eu não estou foragida, eu estou exilada. A prisão que estou é administrativa, não é uma prisão por eu ter cometido algum crime aqui na Itália. Nós já estamos em processo de definir se o processo que eu sofri aí foi justo ou injusto, que é mais ou menos o que também a CCJ está fazendo. Não é só uma questão de ter feito ou não ter feito, é se foi justo ou foi injusto”, declarou.

Além da condenação, os ministros do Supremo também determinaram que a deputada licenciada perca o mandato parlamentar.

Acompanhe ao vivo:

Cassação de Zambelli

O processo tramita na CCJ e, posteriormente, será analisado e votado pelo plenário da Câmara.

Há duas semanas, o colegiado começou a ouvir as testemunhas indicadas pela defesa da deputada licenciada. O hacker Walter Delgatti Neto foi o primeiro a depor.

Na última quarta-feira (17/9), quem depôs foi o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro. Segundo ele, Moraes pedia, por meio dos juízes auxiliares, relatórios sobre as redes sociais da deputada.

O perito chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE entre agosto de 2022 e maio de 2023, quando a Corte era presidida por Moraes.

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