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Brasil

Willer Tomaz pede à Justiça remoção de vídeos de Richarlison sobre ilha

Amigo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) acusa atacante de divulgar informações falsas sobre disputa de imóvel em Angra dos Reis

21/10/2026 17:24, atualizado 21/10/2026 17:30
Instagram/Linkedin/Reprodução
Imagem colorida, Richarlison e Willer Tomaz - Metrópoles

O advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), acionou a Justiça para pedir a remoção de vídeos publicados pelo atacante Richarlison sobre a disputa de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

Na ação, Tomaz afirma que o jogador tem divulgado informações falsas sobre o caso e que as publicações ganharam repercussão por citarem um candidato à Presidência em período eleitoral.

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Entenda disputa por mansão

  • A disputa envolve um imóvel avaliado em cerca de R$ 10 milhões. Richarlison afirma que comprou a propriedade em 2020, indenizou antigos ocupantes e investiu em reformas, mas acabou perdendo a posse para uma empresa ligada ao advogado.
  • Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante acusou Tomaz de ter se apropriado do imóvel de forma irregular. “Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha”, declarou o jogador.
  • Nesta semana, Tomaz rebateu as acusações.
  • Em vídeo, disse que costuma responder nos autos, mas que as declarações foram feitas nas redes.
  • Ele também divulgou documentos e desafiou Richarlison a apresentar, em 72 horas, um comprovante anterior a julho de 2022 que ligasse o jogador ao imóvel.
  • O jogador aceitou o desafio e publicou os documentos sobre o imóvel nesta quarta-feira (21/10).

Richarlison apresenta documentos

Desafiado, Richarlison publicou um novo vídeo nesta quarta-feira (21/10), e afirmou ter provas da compra. Segundo ele, os cerca de R$ 10 milhões incluem pagamentos a antigos moradores, com acordo em cartório, além de obras e medidas contra invasões.

“Indenizamos todos os antigos moradores, com acordo em cartório, e a Justiça do Rio de Janeiro validou a nossa posse. Fizemos tudo dentro da lei”, disse.

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Richarlison afirma que comprou a propriedade em 2020, indenizou antigos ocupantes e investiu em reformas, mas acabou perdendo a posse para uma empresa ligada ao advogado
Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante acusou Tomaz de ter se apropriado do imóvel de forma irregular
Nesta semana, Tomaz rebateu as acusações
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Nesta semana, Tomaz rebateu as acusações

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Richarlison afirma que comprou a propriedade em 2020, indenizou antigos ocupantes e investiu em reformas, mas acabou perdendo a posse para uma empresa ligada ao advogado
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Richarlison afirma que comprou a propriedade em 2020, indenizou antigos ocupantes e investiu em reformas, mas acabou perdendo a posse para uma empresa ligada ao advogado

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Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante acusou Tomaz de ter se apropriado do imóvel de forma irregular
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Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante acusou Tomaz de ter se apropriado do imóvel de forma irregular

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O jogador afirma ainda que o pedido de regularização do imóvel ficou parado no governo federal e que, nesse intervalo, o advogado teria reativado uma empresa inapta desde 2018, com sócios falecidos, para conseguir a posse.

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Richarlison acusa Tomaz de ter enganado uma viúva de 78 anos no processo.

Segundo o atacante, o governo acabou transferindo o patrimônio para a empresa ligada ao advogado. Ele diz que quer recuperar o imóvel.

 

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O que diz Willer Tomaz

Em nota, a defesa de Willer Tomaz afirmou que a ação não busca impedir Richarlison de se manifestar, mas responsabilizá-lo por declarações consideradas falsas.

De acordo com o advogado, o jogador teria feito pagamentos a ocupantes, e não à proprietária legal do imóvel.

A nota sustenta ainda que a empresa Sport 70, ligada ao atacante, perdeu a disputa em todas as instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com decisões definitivas.

“Liberdade de expressão tampouco ampara a imputação de crimes a quem venceu uma disputa nos tribunais. O processo tramita no Judiciário, e o atleta responde pelas acusações que mantém mesmo depois de notificado”, diz um trecho da nota.

Sobre a relação com Flávio, o advogado afirma que o senador nunca integrou o processo. Segundo a defesa, o nome do parlamentar apareceu apenas como testemunha indicada pelo ex-deputado Alencar da Silveira Júnior, que seria sócio de Richarlison.