Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Weverton sobre operação da PF: "Não esperava que fossem tão longe"

Família do senador foi alvo de ação da Polícia Federal na Operação Sem Desconto na manhã desta terça-feira (4/8)

04/08/2026 13:53, atualizado 04/08/2026 13:56
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senador Weverton Rocha PDT-MA na portaria do Ministério das Comunicações - Metrópoles

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) se manifestou nesta terça-feira (4/8) após sua família ser alvo de ação da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto. O candidato à reeleição pelo Maranhão disse que não “esperava que fossem tão longe” para atingi-lo.

“Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques. Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos”, deckarou.

Weverton afirmou que recebeu com “tranquilidade” a operação e que “não tem nada a esconder”.

“Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal”, disse.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

E complementou: “Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A operação da qual familiares do senador foram alvos investiga a chamada “farra do INSS“, esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões revelado por uma série de reportagens do Metrópoles.

Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou contra a necessidade do cumprimento de mandados de busca e apreensão e sugeriu a adoção de medidas cautelares menos invasivas.

A divergência entre o MPF e a Polícia Federal consta da decisão que autorizou a operação. Segundo o documento, os procuradores sustentaram que diligências como quebras de sigilo bancário e telemático seriam suficientes para aprofundar as investigações sobre a suposta lavagem de dinheiro relacionada às fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).