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Mirelle Pinheiro

PF diz que filha do senador Weverton geria as transações financeiras

Anna Catarina aparece em conversas e documentos relacionados ao gerenciamento financeiro de empresas que integram a estrutura patrimonial

04/08/2026 12:50
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na residência do advogado Willer Tomaz, em Brasília, nesta terça-feira (4).

A decisão que autorizou a nova fase da Operação Sem Desconto aponta que a Polícia Federal identificou indícios de que Anna Catarina Viana Rocha, filha do senador Weverton Rocha (PDT-MA), desempenhava um papel relevante na administração financeira de empresas investigadas por suposta lavagem de dinheiro relacionada às fraudes em descontos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a representação da Polícia Federal reproduzida na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Anna Catarina apareceria em conversas e documentos relacionados ao gerenciamento financeiro de empresas que integram a estrutura patrimonial investigada.

Para os investigadores, ela seria responsável por acompanhar saldos, organizar pagamentos, providenciar transferências e manter contato com contadores e outros envolvidos na administração das sociedades.

A investigação também aponta que, após movimentações financeiras entre empresas do grupo, Anna Catarina teria providenciado a elaboração de contratos de mútuo. Segundo a Polícia Federal, esses documentos passaram a ser utilizados para justificar transferências milionárias identificadas durante a apuração. A regularidade e a finalidade desses contratos são objeto de investigação.

De acordo com a decisão, a atuação atribuída à filha do senador integra uma estrutura mais ampla que, segundo a PF, utilizaria empresas, contas bancárias, operações patrimoniais e pessoas físicas para movimentar recursos e administrar bens sob investigação. Os investigadores afirmam que esses elementos precisam ser analisados em conjunto para esclarecer a origem dos valores e a destinação dos recursos.

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Foi com base nesses indícios que a Polícia Federal requereu o cumprimento de mandados de busca e apreensão na nova fase da Operação Sem Desconto. Ao autorizar as diligências, o ministro André Mendonça destacou a necessidade de apreender documentos, aparelhos eletrônicos, registros contábeis e demais materiais que possam esclarecer a participação individual dos investigados e a dinâmica financeira descrita pela corporação.