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Mirelle Pinheiro

Quem é o advogado Willer Tomaz, alvo da PF na operação Sem Desconto

O advogado e empresário é alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (4/8)

04/08/2026 08:56, atualizado 04/08/2026 09:02
Valter Zica/OAB-DF
Quem é o advogado Willer Tomaz, alvo da PF na operação Sem Desconto

Alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (4/8) para apurar suposta lavagem de dinheiro no âmbito das fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS — esquema revelado pelo Metrópoles —, o advogado e empresário Willer Tomaz é citado nas investigações por movimentações financeiras atípicas milionárias.

Em uma lista na qual também compilou transações consideradas suspeitas do advogado Nelson Wilians, a PF menciona movimentações de R$ 45,5 milhões atribuídas a Willer Tomaz, registradas entre maio e novembro de 2021.

Em outro trecho do relatório, a PF afirma que o advogado teria transferido R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior em 2021, um dos investigados por suposta participação na fraude.

Em 2024, Milton tornou-se diretor de empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS” e apontado pela corporação como o “epicentro” do esquema.

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Apesar de listar as movimentações em relatório, os investigadores não citam conexões entre as transações e a fraude.

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A ação faz parte de uma operação da PF que investiga suspeitas de crimes relacionados a organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Agentes realizaram diligências no imóvel durante o cumprimento das medidas judiciais
Buscas no Lago Sul
Operação Sem Desconto
A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na residência do advogado Willer Tomaz, em Brasília, nesta terça-feira (4).
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A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na residência do advogado Willer Tomaz, em Brasília, nesta terça-feira (4).

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
A ação faz parte de uma operação da PF que investiga suspeitas de crimes relacionados a organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Agentes realizaram diligências no imóvel durante o cumprimento das medidas judiciais
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A ação faz parte de uma operação da PF que investiga suspeitas de crimes relacionados a organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Agentes realizaram diligências no imóvel durante o cumprimento das medidas judiciais

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Por meio de nota, a defesa de Tomaz afirmou que ele é alvo desta fase da operação por ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público.

“A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”, diz a nota.

A equipe de defesa disse, ainda, que Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes.

Nova fase

Nesta terça-feira (4/8), policiais federais saíram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.

Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As diligências desta fase buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.

A Operação Sem Desconto apura suposto esquema envolvendo descontos irregulares em benefícios previdenciários. Nesta etapa, a diligência policial concentra esforços na apuração de possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.