Quem é o advogado Willer Tomaz, alvo da PF na operação Sem Desconto
O advogado e empresário é alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (4/8)

Alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (4/8) para apurar suposta lavagem de dinheiro no âmbito das fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS — esquema revelado pelo Metrópoles —, o advogado e empresário Willer Tomaz é citado nas investigações por movimentações financeiras atípicas milionárias.
Em uma lista na qual também compilou transações consideradas suspeitas do advogado Nelson Wilians, a PF menciona movimentações de R$ 45,5 milhões atribuídas a Willer Tomaz, registradas entre maio e novembro de 2021.
Em outro trecho do relatório, a PF afirma que o advogado teria transferido R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior em 2021, um dos investigados por suposta participação na fraude.
Em 2024, Milton tornou-se diretor de empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS” e apontado pela corporação como o “epicentro” do esquema.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroApesar de listar as movimentações em relatório, os investigadores não citam conexões entre as transações e a fraude.
Por meio de nota, a defesa de Tomaz afirmou que ele é alvo desta fase da operação por ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público.
“A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”, diz a nota.
A equipe de defesa disse, ainda, que Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes.
Nova fase
Nesta terça-feira (4/8), policiais federais saíram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As diligências desta fase buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.
A Operação Sem Desconto apura suposto esquema envolvendo descontos irregulares em benefícios previdenciários. Nesta etapa, a diligência policial concentra esforços na apuração de possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.













