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Brasil

Vorcaro comunica à CPMI do INSS que não irá depor na segunda (23/2)

A decisão é respaldada pelo ministro André Mendonça, do STF, que dispensou sua presença obrigatória

20/02/2026 14:38, atualizado 20/02/2026 15:14
Reprodução
Foto colorida de rosto de homem pardo, com barba. Ele usa um blazer preto - Metrópoles

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, decidiu não comparecer à oitiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), marcada para a próxima segunda-feira (23/2). A decisão foi informada à cúpula da comissão e confirmada ao Metrópoles pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

Segundo apurou o Metrópoles, o objetivo seria evitar ainda mais desgaste e exposição.

A decisão é respaldada pela deliberação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que dispensou sua presença obrigatória para prestar esclarecimentos. Mendonça entendeu que o banqueiro figura como investigado nos colegiados e que a presença, nesses casos, é facultativa.

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Outra motivação, como mostrou o Metrópoles, é de que Vorcaro não poderia viajar de avião particular. O deslocamento teria de ser feito em um voo comercial ou em voo conduzido pela Polícia Federal (PF).

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Investigado por fraude financeira, ainda há a expectativa de que Vorcaro compareça à Comissão de Assuntos Financeiros (CAE) do Senado, onde deve ser menos pressionado.

Ao Metrópoles o relator da CPMI do INSS afirmou que, junto ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fará um apelo ao ministro para que Vorcaro compareça em uma nova data. Não há, contudo, nenhuma definição ainda.

Vorcaro foi preso em 17 de novembro durante uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes financeiras no Master. No mesmo dia da prisão, o Banco Central decidiu colocar o Banco Master sob administração especial e decretar a liquidação extrajudicial da empresa.

O Banco Master está no centro de uma apuração da PF sobre um esquema de fraudes financeiras. Investigadores apontam que a instituição de Daniel Vorcaro pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares.