Vorcaro não deve comparecer à CPI do Crime Organizado, diz relator
O senador Eduardo Girão afirmou que não há previsão de nova data para a realização da oitiva. Depoimento de João Mansur também foi cancelado
atualizado
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O senador Eduardo Girão (Novo-CE), afirmou, nesta terça-feira (3/3), que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não deve comparecer ao colegiado para prestar depoimentos na sessão marcada para quarta-feira (4/3). Disse ainda que não há previsão de nova data.
A CPI do Crime Organizado foi cancelada nesta terça-feira porque o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto teve um pedido de habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A outra oitiva, com João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, também foi cancelada a pedido da defesa. Uma nova data deve ser marcada, mas ainda sem previsão.
O senador cearense disse ainda que o colegiado recorrerá da decisão sobre a convocação da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, Viviane Baci de Moraes.
Ainda segundo o relator da CPI, a decisão de Gilmar Mendes a respeito da quebra de sigilo bancário e fiscal de empresa da qual o também magistrado Dias Toffoli é sócio tem apuração da Advocacia do Senado, em conjunto com a CPI para esclarecimentos.
Na sexta-feira (27/3), o ministro determinou a inutilização de eventuais dados enviados à CPI. Ocorre que as quebras de sigilo haviam sido aprovadas pela comissão em 25 de fevereiro.
As quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático eram referentes à empresa da família de Dias Toffoli, a Maridt.
Entre as medidas da decisão de Gilmar, se determina a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo, sob pena de sujeitar os responsáveis às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis”.
