Vídeo: Daniel Silveira briga com agente que pediu o uso da máscara

Parlamentar chamou agente policial do Instituto Médico Legal de "militante petista" e disse que tinha "dispensa" para não usar o equipamento

atualizado 17/02/2021 10:46

Deputado federal, Daniel Silveira se recusa a usar máscara Reprodução/Facebook

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso na noite de terça-feira (16/2), chamou uma agente policial do Instituto Médico Legal (IML) de “militante petista” ao ser encaminhado ao local para fazer o exame de corpo de delito.

O momento foi transmitido ao vivo na própria página de Daniel Silveira no Facebook. Ele chega ao local sem máscara de proteção facial e a agente pede: “Por gentileza, senhor. Sem máscara aqui dentro, não”.

O parlamentar ignora o pedido, afirmando que tem “dispensa” para não utilizar o acessório. Um segundo policial entrega uma máscara para Silveira, mas ele se recusa a colocar no rosto. A agente pede, mais uma vez, que ele porte o objeto.

“Para a nossa proteção e para a sua também, aqui dentro tem que usar máscara. Senhor, por favor, não fale comigo sem máscara. Não existe dispensa”, continua a policial.

Silveira dispara: “Não existe dispensa? A lei Federal, eu rasgo? A senhora não manda em mim, não. Acha que está falando com vagabundo? Pior coisa é militante petista que faz espetáculo”, disse o parlamentar.

A agente insiste o parlamentar discute, com alto tom de voz: “E se eu não quiser botar? Se falar mais uma vez, eu não boto. Vou fazer porque não estou aqui só. Respeita que não está falando com vagabundo. Não fala mais, que eu não vou usar”.

“A senhora é policial, eu também sou polícia. E aí? Eu sou deputado federal. Acha que eu não conheço a p*rra da lei, não? Folgada”, continuou Daniel Silveira.

Depois da discussão, o deputado colocou a máscara de proteção facial, mas deixou o nariz descoberto. Ele também pediu para que a transmissão ao vivo fosse interrompida.

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Prisão de Daniel Silveira

No fim da noite de terça-feira, a Polícia Federal (PF) foi até a casa de Daniel Silveira, no Rio de Janeiro, com ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida foi solicitada após o deputado publicar, nas redes sociais, um vídeo atacando os ministros do STF — em especial, Edson Fachin.

O magistrado também determinou que o YouTube bloqueie imediatamente o vídeo de Silveira da plataforma, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Em uma transmissão ao vivo realizada no momento da prisão, Silveira disse que Alexandre de Moraes entrou em uma “queda de braço” e “rasgou a Constituição Federal”. O deputado também afirmou que vai “mostrar” quem são os ministros do STF.

“Tenha certeza: a partir daqui, o jogo evoluiu um pouquinho. Eu vou dedicar cada minuto do meu mandato a mostrar quem é Alexandre de Moraes, a mostrar quem é [Edson] Fachin, quem é Marco Aurélio Mello, quem é Gilmar Mendes, quem é [Dias] Toffoli, quem é [Ricardo] Lewandowski. Vou colocar um por um de vocês em seus devidos lugares”, assinalou o congressista.

Silveira é investigado pelo STF no inquérito que mira financiamento e organização de atos antidemocráticos em Brasília. Em junho, ele foi alvo de buscas e apreensões pela Polícia Federal e teve o sigilo fiscal quebrado por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

O deputado negou, em depoimento, o fato de produzir ou repassar mensagens que incitassem animosidade das Forças Armadas contra o Supremo ou os ministros.

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