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Veja a disposição de Bolsonaro e demais réus em interrogatório no STF

Interrogatórios começam nesta segunda-feira (9/6) e vão até o dia 13 de junho. Todos os réus precisam estar presentes

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mauro Cid e Bolsonaro durante posse presidencial 2019 no Senado Federal minuta do golpe
1 de 1 mauro Cid e Bolsonaro durante posse presidencial 2019 no Senado Federal minuta do golpe - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu qual será a disposição dos réus acusados de participação em suposta trama golpista, durante os interrogatórios que vão ocorrer na próxima semana, entre segunda (9/6) e sexta-feira (13/6). Entre eles, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados, apontados como integrantes do chamado núcleo 1, o núcleo crucial do caso, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os oito réus serão posicionados de acordo com a ordem dos interrogatórios. O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, sentará na primeira cadeira. Por ser o delator do caso, ele será o primeiro a ser ouvido. Em seguida, os demais serão colocados em ordem alfabética, lado a lado, que é o critério definidor da sequência de depoimentos.

Todos os réus precisam estar presentes na Primeira Turma do STF para responderem às perguntas da PGR e dos ministros, com exceção do general Walter Souza Braga Netto, que segue preso no Rio de Janeiro e, por isso, prestará depoimento por videoconferência.

A Primeira Turma terá sua composição de lugares alterada para a inquisição. Os réus serão posicionados de frente para a equipe que fará as perguntas. Veja a ordem das cadeiras:

  • Mauro Cid, delator do esquema e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Confira:

imagem colorida da disposição dos réus no dia das oitivas dos réus do núcleo 1 da trama golpista, no STF

Interrogatórios

A dinâmica dos interrogatórios será a seguinte: na hora de depor, o réu se levanta, senta no banco central, à frente dos ministros e com o advogado ao lado, e, quando terminar de falar, volta para o assento original.

Após Mauro Cid, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) será o primeiro, com base na ordem alfabética. Como a duração dos interrogatórios varia conforme o depoente, não é possível determinar, com certeza, em qual dia e horário cada um dos réus falará.

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Jair Bolsonaro
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Bolsonaro usa boné com seu lema "Deus, pátria, família e liberdade"
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STF não cogita, ao menos por ora, botar tornozeleira eletrônica em Bolsonaro
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STF não cogita, ao menos por ora, botar tornozeleira eletrônica em Bolsonaro

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Bolsonaro usa boné com seu lema "Deus, pátria, família e liberdade"
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Bolsonaro em ato a favor da anistia dos presos pelo 8 de Janeiro
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Bolsonaro pedirá fim das investigações contra ele no STF após parecer da PGR
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Bolsonaro pedirá fim das investigações contra ele no STF após parecer da PGR

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O ministro do STF Alexandre de Moraes
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O ministro do STF Alexandre de Moraes

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Jair Bolsonaro foi denunciado pela PGR no chamado "inquérito do golpe"
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Jair Bolsonaro foi denunciado pela PGR no chamado "inquérito do golpe"

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Bolsonaro e Alexandre de Moraes
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Bolsonaro e Alexandre de Moraes

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Calendário dos interrogatórios:

9/6: começa 14h, com o delator Mauro Cid;
10/6: das 9h às 20h;
11/6: 8h às 10h;
12/6: das 9h às 13h; e
13/6: das 9h às 20h.

Os réus poderão optar por ficar em silêncio ou responder às perguntas.

 

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Almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos
Então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier seria entusiasta da ruptura democrática, de acordo com delação de Mauro Cid
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres
Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
Alexandre Ramagem fugiu para os EUA em setembro, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado
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Alexandre Ramagem fugiu para os EUA em setembro, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado

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Almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos
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Almirante Almir Garnier foi condenado a 24 anos

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Então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier seria entusiasta da ruptura democrática, de acordo com delação de Mauro Cid
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Então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier seria entusiasta da ruptura democrática, de acordo com delação de Mauro Cid

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Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres
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Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022
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Ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do então ministro da Justiça, Anderson Torres, em fevereiro de 2022

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Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e Jair Bolsonaro
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Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e Jair Bolsonaro

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Moraes: Braga Netto usou técnicas "militares e terroristas" em trama golpista
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Moraes: Braga Netto usou técnicas "militares e terroristas" em trama golpista

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Jair Bolsonaro e Braga Netto
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Jair Bolsonaro e Braga Netto

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Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno
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Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno

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O presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno
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O presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno

Andre Borges/Esp. Metrópoles

 


Saiba quais são os crimes imputados contra Bolsonaro e os demais réus:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Os investigados foram denunciados pela PGR por participação em uma suposta trama golpista para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. A denúncia foi aceita por unanimidade, e a Primeira Turma analisa o caso por meio de ação penal. Compõem a Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

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