“Vacinação não é self-service”, diz Queiroga em entrevista

Ministro da Saúde reafirma que imunizantes aprovados pela Anvisa são seguros e eficazes para conter a circulação da Covid-19

atualizado 24/06/2021 19:45

Ministro da saúde, Marcelo Queiroga, aplica a dose da vacina contra a Covid no ministro Marcos Pontes e no Presidente da Caixa, Pedro Guimarães.Rafaela Feliccianno/Metrópoles

Em entrevista ao programa Brasil Urgente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo para que a população tome qualquer vacina contra a Covid-19 que estiver disponível no posto de saúde. “Todas as vacinas são seguras, têm eficácia, e são importantes. Vacinação não é self-service”, afirmou o médico.

A manifestação do ministro veio após a notícia de que, em vários postos de saúde, a população tem desistido de se imunizar ao descobrir que a Coronavac está sendo aplicada, dando preferência para as fórmulas da AstraZeneca e Pfizer. Queiroga diz que é preciso vacinar uma porcentagem alta da população para conter a disseminação do vírus e chegar a um ponto em que, como em outros países, será possível circular sem máscara e promover aglomerações.

Segundo Queiroga, o Brasil deve receber 60 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 em julho, e a mesma quantidade em agosto. “Para o segundo semestre, temos a garantia de um grande volume de doses“, afirma.

Covaxin

O ministro voltou a declarar que a suspensão do contrato de importação de 20 milhões de doses da Covaxin não deve atrapalhar o programa de imunização. Segundo ele, a aprovação da Anvisa é condicionada a um uso limitado das doses, que não teria grande impacto na imunização da população.

“O Ministério da Saúde não pagou um centavo por essa vacina, e nosso departamento jurídico está analisando o contrato. Estamos absolutamente tranquilos e não temos preocupação com a Covaxin no ministério. O foco é avançar a vacinação”, explica.

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