União recuperou R$ 68 bilhões da dívida ativa em 2025

Valor recuperado pela PGFN em 2025 é o maior da série histórica e inclui dívidas tributárias e débitos do FGTS

atualizado

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Fachada do Ministério da Fazenda
1 de 1 Fachada do Ministério da Fazenda - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recuperou R$ 68 bilhões em créditos da dívida ativa da União em 2025, o maior valor já registrado pelo órgão.

O montante inclui débitos que não foram pagos dentro do prazo e que acabaram cobrados pela União por meio de negociações, execuções fiscais e outras medidas administrativas.

O resultado representa cerca de R$ 8 bilhões a mais que o recuperado em 2024, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (10/3).

Do total, R$ 66,1 bilhões vieram da dívida ativa da União e R$ 1,9 bilhão corresponde a débitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cuja recuperação cresceu 38% na comparação anual.

De acordo com a PGFN, parte relevante dos valores foi obtida por meio de transações tributárias, mecanismo que permite renegociar débitos com descontos em juros e multas em troca de pagamento ou parcelamento. Esse tipo de acordo respondeu por R$ 30,8 bilhões recuperados em 2025.

O órgão também destacou o avanço de operações voltadas ao combate a fraudes fiscais estruturadas. Segundo o relatório, cerca de R$ 52 bilhões foram recuperados em ações contra grandes devedores e esquemas de sonegação, incluindo investigações sobre empresas de fachada e ocultação de patrimônio.

Além da recuperação direta de valores, a atuação da procuradoria evitou perdas estimadas em R$ 462,2 bilhões para a União em disputas judiciais e administrativas.

Desse total, R$ 164,2 bilhões foram preservados em processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e R$ 298 bilhões em decisões judiciais tributárias.

Segundo o órgão, os resultados refletem uma estratégia de priorização de grandes casos, uso de tecnologia para gestão do contencioso tributário e ampliação de negociações com contribuintes para reduzir disputas judiciais prolongadas.

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