“Uma monstruosidade”, diz filha de João Beto sobre o assassinato do pai

João Alberto Freitas, 40 anos, foi espancado até a morte em uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre

atualizado 21/11/2020 15:45

João Beto, o negro assassinado por seguranças no CarrefourArquivo Pessoal

Filha mais velha de João Alberto Freitas, 40 anos, a faxineira Thais Freitas, 22, mostrou-se ao mesmo tempo entristecida e indignada durante o velório e o enterro do pai, na amanhâ deste sábado (21/11), no Cemitério Municipal São João, em Porto Alegre.

João Beto, como é conhecido, um homem negro, foi espancado até a morte por dois seguranças em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre na noite de quinta-feira (19/11).

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A jovem contou que, inicialmente, relutou em assistir aos vídeos nos quais o pai aparece sendo espancado. Mas acabou assistindo e as imagens lhe deixaram indignada. “Uma monstruosidade. [Os seguranças] Poderiam imobilizá-lo até a chegada da polícia”.

Presentes também nas cerimônias de despedida, um grupo de torcedores do Esporte Clube São José, time de futebol que João Alberto torcia, levaram bandeiras, algumas delas com pinturas em vermelho simbolizando sangue.

“Ele era um zequeano que nasceu simples, viveu feliz e morreu de forma covarde”, definiu Wanderlei Bica, 72 anos torcedor do Zequinha, como é chamado o time São José, desde 1958 e sócio do clube desde 1965.

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