Um ano de Covid-19, 250 mil mortos e o Brasil na pior fase da doença

País vive o momento mais grave da pandemia 365 dias após a confirmação do primeiro diagnóstico. Quando voltaremos a respirar em paz?

atualizado 26/02/2021 9:41

Arte/Metrópoles

A dimensão da tragédia da Covid-19, cujo primeiro diagnóstico no Brasil completa um ano nesta sexta-feira (26/2), é maior do que os números podem contar. Difícil descrever todo o impacto dos últimos meses, mas vamos às estatísticas: o Ministério da Saúde atualizou o boletim da epidemia por volta das 19h de quinta (25/2) e confirmou a marca de 250 mil mortos no país, além de mais de 10 milhões de infectados. Somente nas últimas 24 horas, foram registrados 1.541 óbitos e 65.998 novos casos da doença.

Desde que o vírus desembarcou em território nacional, houve, em média, 683 mortes por dia. Pode ser um familiar, um amigo ou um conhecido: você deve ter recebido a notícia de um falecimento causado pela doença. O único estado do Brasil que ainda não ultrapassou a marca de mil óbitos foi o Acre, que tem a terceira menor população do país.

Um ano depois, o Brasil vive o pior momento da pandemia. Desde 21 de janeiro, apresenta média móvel de mais de mil mortes provocadas pela Covid-19. São 35 dias consecutivos.

A curva de infectados também nunca esteve tão alta. São, na média dos últimos sete dias, 51,4 mil novas pessoas com Covid-19 a cada 24 horas. Faltam oxigênio e leitos de UTI. A tragédia vivida pelos amazonenses está se repetindo em outros estados. Santa Catarina, por exemplo, encaminhou pedido de apoio ao Ministério da Saúde por causa da possibilidade de faltar remédios para o “kit intubação”. As filas de espera para leitos na unidade federativa estão cada vez maiores.

Enquanto o vírus continua a avançar rapidamente pelo Brasil, e com variantes preocupantes, a vacinação caminha a passos lentos. Por aqui, apenas duas proteções contra a Covid-19 estão sendo aplicadas: a Coronavac e o imunizante de Oxford/AstraZeneca.

Andando na contramão de outros países, como Israel e Estados Unidos, a campanha nacional de vacinação vai completar 40 dias, e só 7,9 milhões de doses (somadas as primeiras e as segundas) foram aplicadas, o que representa menos de 4% da população brasileira.

Após impensáveis 365 dias, o Brasil chega ao fim do primeiro ano de Covid-19 com um misto de incertezas e esperança. Para os próximos meses, que nos concentremos em um desejo comum: voltar a respirar em paz.

Últimas notícias