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Brasil

Trama golpista: quem são os 4 condenados do núcleo 4 presos nesta 6ª

O núcleo 4 da trama golpista ficou conhecida como o da desinformação. No total, são sete militares condenados

10/04/2026 10:07, atualizado 10/04/2026 14:21
Reprodução/Redes Sociais
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Nesta sexta-feira (10/4), foram presos quatro dos sete militares condenados do núcleo 4 do processo da trama golpista. Pela manhã, o Exército prendeu o major da reserva Ângelo Denicoli; o subtenente Giancarlo Rodrigues; e o tenente-coronel Guilherme Almeida. À tarde, foi a vez de a Polícia Federal deter o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros.

Ângelo Denicoli

  • Natural do Espírito Santo, é major da reserva do Exército brasileiro.
  • Ele ocupou cargo de diretoria no Ministério da Saúde durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Segundo a Polícia Federal, ele atuou com o ex-marqueteiro do presidente da Argentina, Javier Milei, na tentativa de descredibilizar as eleições brasileiras e apontar supostas fraudes nas urnas. Ele foi condenado a mais de 17 anos de prisão pela participação na trama golpista.
  •  O major teria coordenado a “produção e difusão de estudos que teriam identificado inconsistências nas urnas eletrônicas” do Brasil.
  • Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Giancarlo Rodrigues

  • Subtenente do Exército, Giancarlo foi cedido à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na gestão de Alexandre Ramagem, também condenado por participação na trama golpista.
  • Ele usou ferramentas da Abin, como o First Mile, para disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
  • Além de ter servido à inteligência brasileira, Giancarlo foi segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do ex-presidente Michel Temer.
  • Com ele, a Polícia Federal apreendeu 10 celulares, três computadores e uma arma, em janeiro de 2024, ainda no curso das investigações.
  • O militar foi condenado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Guilherme Almeida

  • Tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida comandava o 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, com sede em Goiânia.
  • A Polícia Federal divulgou um áudio no qual o militar fala em “sair das quatro linhas da Constituição” — para viabilizar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
  • Segundo o Ministério Público, Guilherme Almeida tinha “papel tático” na organização criminosa, e atuava com proatividade na propagação de desinformação.
  • Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Ailton Barros

  • Expulso do Exército em 2006 pelo Superior Tribunal Militar (STM), o capitão reformado do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros teve mandado de prisão cumprido nesta sexta.
  • Ele estava em prisão domiciliar, e agora, por determinação de Moraes, foi detido para cumprir pena definitivamente.
  • Ailton foi candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro, mas não foi eleito. À época, o militar se apresentou na campanha como “01 de Bolsonaro”.
  • Segundo a Polícia Federal, ele discutiu com o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, em dezembro de 2022, um possível golpe de Estado no qual as Forças Armadas tomariam o poder no país.
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Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista
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Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues; subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel
Ailton Gonçalves Moraes Barros
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército condenado no cúcleo 4 da trama golpista
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Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército condenado no cúcleo 4 da trama golpista

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Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista
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Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista

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Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues; subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel

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Ailton Gonçalves Moraes Barros
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Ailton Gonçalves Moraes Barros

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As prisões desta sexta-feira foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, e cumpridas pelo Exército brasileiro.

Além dos três, há outros dois réus que ainda estão foragidos: Reginaldo Abreu, coronel do Exército; e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.