Trama golpista: quem são os 4 condenados do núcleo 4 presos nesta 6ª
O núcleo 4 da trama golpista ficou conhecida como o da desinformação. No total, são sete militares condenados
atualizado
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Nesta sexta-feira (10/4), foram presos quatro dos sete militares condenados do núcleo 4 do processo da trama golpista. Pela manhã, o Exército prendeu o major da reserva Ângelo Denicoli; o subtenente Giancarlo Rodrigues; e o tenente-coronel Guilherme Almeida. À tarde, foi a vez de a Polícia Federal deter o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros.
Ângelo Denicoli
- Natural do Espírito Santo, é major da reserva do Exército brasileiro.
- Ele ocupou cargo de diretoria no Ministério da Saúde durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Segundo a Polícia Federal, ele atuou com o ex-marqueteiro do presidente da Argentina, Javier Milei, na tentativa de descredibilizar as eleições brasileiras e apontar supostas fraudes nas urnas. Ele foi condenado a mais de 17 anos de prisão pela participação na trama golpista.
- O major teria coordenado a “produção e difusão de estudos que teriam identificado inconsistências nas urnas eletrônicas” do Brasil.
- Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Giancarlo Rodrigues
- Subtenente do Exército, Giancarlo foi cedido à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na gestão de Alexandre Ramagem, também condenado por participação na trama golpista.
- Ele usou ferramentas da Abin, como o First Mile, para disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
- Além de ter servido à inteligência brasileira, Giancarlo foi segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do ex-presidente Michel Temer.
- Com ele, a Polícia Federal apreendeu 10 celulares, três computadores e uma arma, em janeiro de 2024, ainda no curso das investigações.
- O militar foi condenado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Guilherme Almeida
- Tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida comandava o 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, com sede em Goiânia.
- A Polícia Federal divulgou um áudio no qual o militar fala em “sair das quatro linhas da Constituição” — para viabilizar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
- Segundo o Ministério Público, Guilherme Almeida tinha “papel tático” na organização criminosa, e atuava com proatividade na propagação de desinformação.
- Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Ailton Barros
- Expulso do Exército em 2006 pelo Superior Tribunal Militar (STM), o capitão reformado do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros teve mandado de prisão cumprido nesta sexta.
- Ele estava em prisão domiciliar, e agora, por determinação de Moraes, foi detido para cumprir pena definitivamente.
- Ailton foi candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro, mas não foi eleito. À época, o militar se apresentou na campanha como “01 de Bolsonaro”.
- Segundo a Polícia Federal, ele discutiu com o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, em dezembro de 2022, um possível golpe de Estado no qual as Forças Armadas tomariam o poder no país.
As prisões desta sexta-feira foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, e cumpridas pelo Exército brasileiro.
Além dos três, há outros dois réus que ainda estão foragidos: Reginaldo Abreu, coronel do Exército; e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.









