Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Trabalho escravo: pessoas resgatadas em Goiás dormiam até no curral

Trabalhadores eram mantidos em alojamentos precários, com colchões até no curral, e atuavam sem os equipamentos de segurança necessários

Galtiery Rodrigues24/08/2022 12:55
Metrópoles - O mais acessado do Brasil
Compartilhar notícia
MPT/GO
Trabalho escravo: pessoas resgatadas em Goiás dormiam até no curral

Goiânia – O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 12 pessoas mantidas em situação análoga à escravidão em uma fazenda localizada em Trindade (GO), na região metropolitana da capital goiana.

Os trabalhadores foram submetidos a condições precárias de alojamento e de segurança. Eles trabalhavam no corte e transporte de eucaliptos, sem os devidos equipamentos de proteção e passavam a noite em colchões improvisados.

Uma das pessoas relatou aos auditores que chegou a dormir no curral da propriedade. Outros eram mantidos em cômodos pequenos, superlotados, com colchões espalhados pelo chão, nitidamente sujos e sem qualquer higiene.

Trabalho escravo: pessoas resgatadas em Goiás dormiam até no curral - destaque galeria
3 imagens
Trabalhador chegou a passar a noite em um colchão improvisado em um curral
Eles atuavam no corte e transporte de eucaliptos
Colchão encontrado no curral
1 de 3

Colchão encontrado no curral

MPT/GO
Trabalhador chegou a passar a noite em um colchão improvisado em um curral
2 de 3

Trabalhador chegou a passar a noite em um colchão improvisado em um curral

MPT/GO
Eles atuavam no corte e transporte de eucaliptos
3 de 3

Eles atuavam no corte e transporte de eucaliptos

MPT/GO

As condições degradantes de meio ambiente de trabalho, segundo o MPT, são aspectos suficientes para caracterizar a situação semelhante à escravidão. Agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também auxiliaram na operação.

O responsável pela fazenda foi encontrado no local e assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se em regularizar a situação trabalhista. O fazendeiro havia arrendado a propriedade para produzir eucaliptos.

Ele foi autuado e deverá pagar R$ 113 mil em verbas rescisórias e mais R$ 100 mil em danos morais coletivos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters