TCU: governo gastou R$ 1 milhão em três motociatas de Bolsonaro
Relatório foi feito pela CPI da Covid-19 para analisar se o presidente cometeu irregularidades ao promover os eventos

Um relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou que o governo gastou R$ 1 milhão em três motociatas realizas por Jair Bolsonaro (sem partido): no Rio de Janeiro, em maio; e em São Paulo e Chapecó (SC), em junho.
O documento foi obtido pelo O Globo e consta em um processo sigiloso que será julgado pelos ministros do TCU na tarde desta quarta-feira (29/9), na Corte de Contas. O objetivo é avaliar se o presidente cometeu irregularidades ao promover esses eventos usando verba pública para custear segurança e transporte para os locais.
A abertura da análise foi requisitada pela CPI da Covid, uma vez que Bolsonaro reuniu multidões sem máscara para se autopromover.
O sigilo foi instaurado pois trata-se de um assunto relacionado à segurança do presidente. Gastos com a estrutura utilizada no deslocamento de Bolsonaro e de seus convidados aos locais dos eventos, como combustível e veículos, também foram contabilizados.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA conta não inclui as verbas públicas utilizadas nas moticiatas de Bolsonaro em Brasília (DF), Uberlândia (MG), Santa Cruz do Sul (RS) e Pernambuco (PE), uma vez que o pedido de levantamento foi feito antes desses eventos.
A análise também só contabilizou despesas federais, sem contar com os valores gastos de estados e municípios para organizar os locais onde as motociatas ocorreram.

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Técnicos do tribunal, no entanto, afirmaram que não é possível apontar irregularidades nos gastos, pois não há uma lei que determine o que é uma viagem de interesse público e o que não é.
Assim, a equipe técnica recomendou o arquivamento da investigação no TCU e o envio dos documentos à CPI da Covid e às comissões de Fiscalização e Controle da Câmara e do senado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também pode usar os dados, uma vez que as motociatas foram atos de antecipação de campanha política. O procurador junto ao tribunal, Paulo Gonet, já pediu o compartilhamento das informações do TCU.












